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Publicado em 29 de julho de 2025 às 17:04
O Espírito Santo deve ter, pelo menos, 1.000 startups até 2029. Essa é a meta estabelecida em estudos pela mobilização capixaba de inovação. O Estado se destaca nacionalmente no segmento, principalmente por levar o nome de empresas que nasceram em solo capixaba, como é o caso do PicPay, Wine, Zero Esgoto e Jade. >
“Tem muita gente pensando coisas novas e é desta forma que observamos a importância das startups, que têm ideias inovadoras para solucionar problemas da saúde, telemedicina, educação, mobilidade urbana, entre outros temas. É isso o que estamos procurando fomentar para fortalecer o nosso Estado, pois o ecossistema é muito forte”, afirma o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Bruno Lamas.>
A Feira InovaES – Encontro Nacional de Startups segue até esta quarta-feira (30), no Clube Álvares Cabral, em Vitória, das 9 às 19 horas. A entrada é gratuita. São mais de 100 empresas, sendo 30 delas de fora do Estado. Além de movimentar o setor produtivo e gerar negócios (com expectativa de R$ 20 milhões em volume), o evento também fortalece a educação científica e tecnológica.>
O secretário ressalta que o estudo feito pelos próximos anos, que começou em 2019 e termina em 2029, estabelece como metas o número de 1.000 startups, além de implantação de parques tecnológicos como Inova Serra, Cidade da Inovação e o Distrito 28. >
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“Além disso, temos muita pesquisa aplicada, muito investimento e inovação para máquina pública, com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados, programas de aceleração, entre outras iniciativas. Precisamos mostrar para a sociedade, dar a chance para que essas empresas possam se conectar com o setor produtivo e com fundos de investimento, que estão presentes no evento”, pontua. >
Entre os expositores, está o Fonte Hub, da Rede Gazeta. O analista de Inovação da empresa, Léo Fraga, explica que participar da feira é uma forma de mostrar como a rede tem trabalhado no pilar da inovação, gerando conexões com o mercado, o ecossistema e se colocando como hub de inovação para as empresas crescerem com base em três pilares: comunicação, cultura e seleção.>
“A gente consegue buscar estratégias para a startup encontrar uma forma de comunicar isso para o mundo, para o ecossistema e, com isso, crescer no seu mercado. Queremos conhecer novas empresas que queiram se tornar residentes no Fonte Hub”, comenta. >
A Itrois é uma das empresas instaladas no hub da Rede Gazeta. Durante o InovaES, a empresa apresenta o Sommie, uma plataforma de inteligência artificial que funciona como um sommelier virtual. >
A coordenadora da empresa, Jéssica Gomes Ribeiro, tem como objetivo ajudar tanto os amantes de vinhos quanto aquelas pessoas que querem aprender um pouco mais sobre a bebida. >
“A nossa IA ajuda o usuário a selecionar o vinho que harmoniza melhor com determinados pratos, como risotos. A tecnologia indica o tipo de vinho e sugere até marcas e preços. O aplicativo está disponível para Android e Iphone. Já fizemos a apresentação do Sommie em um evento na França, em junho, e, em outubro, nos preparamos para participar de outra feira em Dubai”, comenta. >
Outra startup presente no InovaES e que faz parte das empresas instaladas no Fonte Hub é a Luma, que começou como se fosse um Uber de aulas particulares. A empresa começou a identificar os pais que não tinham tempo para procurar um professor ou acompanhar o desenvolvimento do aluno. Há tutoria on-line e aulas gravadas. >
“Agora, passamos a abordar também pessoas neurodivergentes. O CEO da empresa tem um filho com grau 2 de TEA (Transtorno do espectro autista). Foi com as dores dele que adaptamos o produto. O acompanhamento vai desde crianças do ensino fundamental até o pré-Enem”, relata o coordenador financeiro da Luma, João Vitor Endlich.>
Um aplicativo de entrega que funciona nos moldes do Ifood e atende exclusivamente a periferia. Esse é o objetivo do Delivery Favelas, empresa do Rio de Janeiro que se programa para entrar em operação no Espírito Santo a partir do primeiro semestre de 2026. >
O diretor da startup, Vanderson Fernandes, explica que a ideia surgiu de uma necessidade de moradores de comunidades para fazer pedidos de comida ou mercadorias. Segundo ele, dependendo do local, as encomendas são entregues em associações comunitárias. A startup é uma das expositoras do InovaES. >
“Isso acontece com milhões de brasileiros que moram dentro de comunidades. Infelizmente, entregadores têm receio de entrar nesses locais ou as empresas não liberam esse tipo de entrega. Somos uma empresa de tecnologia que faz conexão entre clientes e o varejo. Outro diferencial é a contratação de entregadores dentro dessas comunidades”, destaca. >
O Delivery Favelas está presente em mais de 1.600 comunidades de São Paulo e 100 no Rio de Janeiro. Até dezembro, vai iniciar os trabalhos no Ceará e, no primeiro semestre de 2026, no Espírito Santo e na Bahia. >
Durante o InovaES acontecem rodadas de negócios coordenadas pela TecVitória, a primeira incubadora de startups do Espírito Santo. Segundo o diretor executivo da organização, Rafael Lima, foram identificadas 24 empresas dentro do evento para apresentarem suas ideias para pessoas do ecossistema de inovação, incluindo investidores, mentores e fundos de investimentos. >
“A ideia é fazer essa conexão entre eles. As empresas foram selecionadas previamente e têm três minutos para apresentar o negócio", explica. >
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