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Publicado em 1 de outubro de 2025 às 17:03
Com previsão de ser votado nesta quarta-feira (1°) na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que isenta a cobrança de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode fazer com que trabalhadores passem a ter uma espécie de "14º salário", "ganhando" quase um salário a mais no ano. >
O projeto prevê isenção de Imposto de Renda para pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil ou R$ 60 mil ao ano. Além disso, reduz parcialmente o imposto de quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, de forma proporcional: a redução é maior para quem se aproxima do valor mínimo e decresce à medida que a renda aumenta.>
Segundo informações da Câmara Federal, quem recebe até R$ 5 mil vai ter uma economia anual de R$ 4.356,89. Esse valor inclui a isenção de pagamento do IRPF também sobre o 13º salário. A nova medida também vai resultar em redução de pagamento para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Por exemplo, quem recebe R$ 6.260 terá uma economia anual de R$ 1.822,01.>
Hoje, é isento do Imposto de Renda quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036) por mês, no valor atual.>
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O texto, se aprovado, ainda terá que passar pelo Senado Federal e, depois, ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor. A expectativa é que as novas regras já comecem a valer em 2026.>
Para o advogado Sandro Câmara, especialista em Direito Público e Tributário, do ponto de vista arrecadatório, a projeção do impacto patrimonial sobre as finanças públicas resulta em estimativa de renúncia fiscal anual de aproximadamente R$ 27 bilhões, beneficiando cerca de 26 milhões de contribuintes (65% do universo declarante), dos quais aproximadamente 16 milhões obterão isenção total ou parcial.>
"A proposição traz indubitável avanço na concretização dos princípios constitucionais da isonomia tributária e da progressividade, corrigindo distorções do sistema atual, no qual contribuintes de alta renda apresentam alíquota efetiva média de apenas 2,54%. Sob a perspectiva técnico-jurídica, a medida promove redistribuição de renda mediante instrumentos fiscais, ampliando a capacidade de consumo das classes de menor poder aquisitivo e fomentando a atividade econômica", aponta>
Mas ele lembra que a efetiva implementação demandará regulamentação adequada e aprimoramento dos sistemas de fiscalização da Receita Federal para coibir planejamentos tributários abusivos e garantir a arrecadação de forma efetiva dos mecanismos de compensação que forem instituídos. >
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