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PicPay entra com pedido de abertura de capital na bolsa americana Nasdaq

Aplicativo criado no Espírito Santo e atualmente controlado pela J&F, holding da família Batista, deu o primeiro passo para fazer seu IPO

Publicado em 21/04/2021 às 17h57
Picpay se prepara para abrir capital na Bolsa de Valores
Picpay se prepara para abrir capital na Bolsa de Valores. Crédito: Rogério Cassimiro/PicPay Divulgação

A fintech PicPay, fundada no Espírito Santo, protocolou nesta quarta-feira (21) um pedido para abrir capital na Bolsa de Valores de Nasdaq, nos Estados Unidos. A data e o valor que a companhia pretende arrecadar com o IPO (Oferta Pública Inicial) ainda não foram definidos.

A abertura de capital do app de pagamentos será coordenada pelos bancos Bradesco BBI, BTG Pactual, Santander e Barclays, segundo informações dos jornais O Globo e do Valor Econômico.

A colunista Beatriz Seixas, de A Gazetajá havia destacado em fevereiro que o PicPay estudava abrir capital em bolsa mas ainda estava avaliando se faria a oferta de ações na bolsa brasileira, a B3, ou se iria abrir o capital na Nasdaq. A empresa acabou optando pela segunda opção.

Segundo o Valor, o prospecto da operação aponta que o PicPay terá ações classe A, que serão vendidas na oferta e darão direito a um voto cada; e papéis classe B, que terão direito a dez votos cada. Trata-se de um modelo é comum em empresas de tecnologia que abrem o capital nos Estados Unidos, aponta o jornal.

Fundado no Espírito Santo, o aplicativo teve o controle acionário vendido para o Banco Original em 2019. Agora, porém, o banco deixou de ter participação no PicPay após uma nova reorganização societária e a fintech passou a ser controlada pela J&F, holding da família Batista.

O PICPAY

Maior fintech do Brasil em número de clientes, com cerca de 40 milhões, o PicPay ficou conhecido por permitir a transferência instantânea entre diferentes contas, antes mesmo de o Pix ser criado pelo Banco Central. Por mês, são mais de R$ 2 bilhões em transações.

A companhia oferece também serviços como saque, emissão de boletos e uma rentabilidade acima do CDI para aqueles que têm recursos depositados na conta.

A fintech vem apresentando expressivo crescimento nos últimos anos, mas foi em 2020, em meio à pandemia do coronavírus, que a carteira de clientes disparou em virtude da intensa busca por serviços financeiros digitais. Para se ter uma ideia, em 2019 o Picpay tinha cerca de 14 milhões de clientes.

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