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PIB do ES cresce 2,3% de abril a junho puxado por alta de produção da Samarco

PIB do ES cresce 2,3% de abril a junho puxado por alta de produção da Samarco

Alta de 5,2% na indústria contribuiu para resultado positivo; no acumuldo do primeiro semestre de 2025, economia capixaba teve alta de 2,4%

Publicado em 5 de setembro de 2025 às 13:59

Pelotas de minério de ferro produzidas pela Samarco
Pelotas de minério de ferro produzidas pela Samarco Crédito: Jefferson Rocio

A economia capixaba cresceu 2,3% no segundo trimestre de 2025 em comparação com o primeiro trimestre. No acumulado do ano, ou seja, no primeiro semestre, o crescimento foi de 2,4% no Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado, principalmente, pelos setores de serviços e indústria, apesar de uma queda na agropecuária.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). No total, o PIB nominal chegou a R$ 59,5 bilhões de abril a junho e R$ 215,1 bilhões em valores acumulados nos quatro trimestres.  Essa foi a maior alta do PIB trimestral dos últimos dois anos. O último resultado acima de 2% havia sido registrado no primeiro trimestre de 2023, com alta de 6,7%.

A aceleração do ritmo de crescimento no segundo trimestre de 2025 foi impulsionada, principalmente, pela indústria, que contribuiu com 5,2% para o resultado. Só a indústria extrativa cresceu 4,3%.

Esse desempenho, segundo a coordenadora de estudos econômicos do IJSN Edna Tresinari, se deve à ampliação da produção de pelotas da Samarco, em Anchieta, que teve alta de 63,7%.

Também contribuíram significativamente para o bom desempenho industrial a metalurgia e a celulose, bem como investimentos em petróleo e gás.

O setor de serviços também teve um papel importante, contribuindo com 0,6% no segundo trimestre e com 2,8% no acumulado do ano. Edna Tresinari destacou o comércio e os serviços prestados às famílias como as principais atividades dentro desse setor. O comércio cresceu 3,1%, enquanto os serviços prestados às famílias avançaram 15,1%.

Em contrapartida, a agropecuária registrou uma queda de 3,8% no segundo trimestre. Essa retração é explicada pelo período de colheita do café conilon, seguido por um alto volume de desligamentos de empregos formais em junho e julho, principalmente, relacionados ao fim da colheita, resultando em saldo negativo para o setor. No acumulado do ano, no entanto, a agropecuária cresceu 0,5%, impulsionada pela produção de café conilon.

No acumulado do ano no Estado, o crescimento de 2,4% foi influenciado pelas expansões de 2,8% dos serviços, 1,9% da indústria e 0,5% da agropecuária. 

As expectativas para o terceiro trimestre de 2025, segundo Pablo Lira, são de avanço e aceleração no ritmo de crescimento, mantendo a tendência positiva observada no segundo trimestre. Serviços, comércio e indústria devem continuar em alta, com a Samarco anunciando a retomada dos planos para as usinas 1 e 2 em Ubu, o que deve contribuir para o desempenho industrial.

O cenário do tarifaço, que gerou grande especulação negativa no início do ano com perspectiva de afetar o desempenho da economia capixaba, acabou sendo mitigado por uma lista de exceção, que incluiu produtos importantes para a economia capixaba, como minério, petróleo e rochas ornamentais (especificamente o Quartzito). Embora o café tenha ficado de fora da lista, Lira afirma que o setor demonstrou resiliência, adaptando-se e conquistando novos mercados na Europa — com destaque para a Bélgica — e na Ásia e registrando aumento no preço da saca nas últimas semanas.

"Com o cenário que a gente tem hoje, se nenhum fator atípico acontecer com as variáveis que a gente tem hoje, a gente prevê um crescimento do PIB do Estado. Então, se nada for alterado, as variáveis que a gente está monitorando, a gente deve seguir naquela tendência de crescimento da economia", assegurou Pablo Lira.

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