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Novo avanço

Petroleira com projeto bilionário no Sul do ES obtém licença prévia do Ibama

Prio informou ao mercado ter recebido licença para o sistema de produção no campo de Wahoo; em fevereiro, já havia recebido a licença de perfuração

Publicado em 21 de Julho de 2025 às 15:51

Leticia Orlandi

Publicado em 

21 jul 2025 às 15:51
Plataforma da petroleira Prio, no campo de Frade, na bacia de Campos, no Rio de Janeiro
Plataforma da petroleira Prio, no campo de Frade, na bacia de Campos, no Rio de Janeiro Crédito: Divulgação
O projeto bilionário da Prio, maior empresa independente de petróleo e gás do Brasil, no Sul do Espírito Santo, avançou mais uma etapa neste mês. A empresa, que havia conseguido a licença de perfuração para o campo de Wahoo em fevereiro, anunciou agora ter recebido a licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). 
Em fato relevante ao mercado publicado na sexta-feira (18), a empresa informou que conseguiu do Ibama a licença prévia do sistema de desenvolvimento da produção do campo de Wahoo e interligação dos poços ao FPSO Frade. 
"A companhia dará continuidade ao processo para emissão da licença de instalação, necessária para iniciar a construção submarina e interligação do campo ao FPSO Frade", informou.
Petroleira com projeto bilionário no Sul do ES obtém licença prévia do Ibama
O projeto da Prio para Wahoo tem investimento de US$ 850 milhões, o que equivale a R$ 4,9 bilhões, e prevê a produção de 40 mil barris de óleo por dia. Antes mesmo da operação, o projeto já movimentou cerca de R$ 1 bilhão na cadeia de fornecedores locais. O óleo retirado em Wahoo será processado na FPSO Frade por uma conexão submarina de cerca de 30 quilômetros.
Desde a  licença emitida em fevereiro, a Prio começou a mobilização da sonda Hunter Queen para a campanha de perfuração que inclui seis poços: quatro produtores e dois injetores. Trata-se do primeiro campo perfurado do zero pela petroleira carioca, que tradicionalmente atua com campos maduros na Bacia de Campos. A previsão é retirar o primeiro óleo em 2026.

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