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O que faz o ES despontar como nova alternativa logística nacional

O que faz o ES despontar como nova alternativa logística nacional

Painel de lançamento do Anuário abordou as oportunidades para o Espírito Santo se consolidar como rota para o comércio, em exportação e importação

Publicado em 2 de dezembro de 2025 às 18:54

Lançamento do anuário 2025
Painel sobre os desafios e as oportunidades em infraestrutura e logística no Estado Crédito: Fernando Madeira

Com planejamento estratégico e investimentos para o desenvolvimento e a ampliação do setor portuário, além de projetos voltados para o avanço da capacidade de rodovias e a implantação de ferrovias, como a EF 118, o Espírito Santo desponta cada vez mais como nova rota alternativa para a logística nacional, em um momento em que grandes centros, como Santos (SP), enfrentam superlotação.

O assunto foi tratado no evento de lançamento do Anuário Espírito Santo 2025, realizado no Palácio Anchieta, em Vitória, nesta terça-feira (2). O painel sobre os desafios e as oportunidades em infraestrutura e logística no ES teve a participação do diretor comercial e cofundador da Gralsin Logística Integrada, Paulo Vitor, e do presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira. A mediação foi o colunista de A Gazeta Abdo Filho.

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Com experiência de décadas no comércio exterior, Paulo Vitor destacou, durante a conversa, que o panorama da infraestrutura brasileira abre muitas oportunidades para o Espírito Santo. Ele apontou que, desde novembro de 2024, o Porto de Santos tem enfrentado superlotação de contêineres.

Embora Santos tenha movimentado 138 milhões de toneladas em 2024, comparado a 14 milhões de Itajaí (SC) e 8 milhões de Vitória, os dados de crescimento anual mostram uma inversão de tendência: o porto paulista cresceu 4%; o catarinense, 8%; e o capixaba avançou 15% no ano passado.

O diretor da Gralsin Logística Integrada afirmou que a situação de Santos pode piorar com o avanço de obras planejadas, como o túnel Santos-Guarujá. "O túnel resultará em um gargalo ainda maior do que a gente já tem hoje. Por isso, com as oportunidades e os investimentos que vocês estão fazendo por aqui, não tenha dúvida de que esse é o momento certo", observou Paulo Vitor.

Paulo Vitor, diretor comercial e cofundador da Gralsin Logística Integrada, falou sobre o ES no cenário nacional.

Pablo Lira destacou que o Espírito Santo está preparado para aproveitar as oportunidades por ser organizado e planejado, lembrando que é o Estado que mais investe proporcionalmente a sua receita.

“O Espírito Santo é o Estado que mais investe proporcionalmente: 20% da nossa receita é convertida em investimento público, sendo que a média nacional é 7% a 8%”, citou Lira.

O presidente do IJSN reforçou que o Estado ainda tem o plano de desenvolvimento de longo prazo, o ES 500 Anos, que prioriza investimentos e estratégias na logística. "Nessa condição e nesse panorama que o Paulo traz da logística nacional, o Espírito Santo é solução para o comércio exterior brasileiro, conectando as cargas do Brasil com o mundo", declarou.

Entre os projetos em execução que colocam o Espírito Santo em um novo patamar logístico, Lira citou o Porto da Imetame, que se conecta com projetos do setor público, como o Parklog, em Aracruz, na Região Norte, onde também fica uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Recentemente, o Estado também está levando a solução do parque logístico para o Sul, próximo ao Porto Central.

Pablo Lira, diretor presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN)

Esses dois projetos, no Norte e no Sul do Estado, foram citados como importantes para o futuro da logística capixaba por terem calados maiores, de até 21 metros, o que facilita a chegada de navios de maior porte, tornando o Espírito Santo ainda mais atrativo.

O trabalho integrado resulta em crescimento econômico acima da média. Pablo Lira finalizou o painel com dados de projeção do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba. "O Espírito Santo vai finalizar o ano mais uma vez crescendo acima da média nacional e do Sudeste, com crescimento de 3,2% para a nossa economia, enquanto a média nacional está prevista em 2,2%."

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