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Novas regras de seguro de carro começam a valer; veja o que muda

Mudanças têm como objetivo simplificar o processo de contratação de seguros. Promessa é que os planos fiquem mais baratos; saiba mais

Vitória
Publicado em 02/09/2021 às 20h43
No serviço de carros por assinatura, a manutenção, seguro, IPVA e toda a burocracia fica sob responsabilidade da concessionária, e com as despesas fixas, pode até sair mais barato para o consumidor.
Seguro de carro vai ficar mais simples e poderá pesar menos no bolso. Crédito: Freepik

Contratar um seguro para seu carro deve ficar mais fácil e até mais barato a partir deste mês setembro. Desde esta quarta-feira (1º), novas regras e critérios para esse tipo de seguro começaram a valer no Brasil. As mudanças foram estabelecidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e publicadas no Diário Oficial da União (DOU). 

O objetivo das mudanças é tornar mais simples o processo de contratação de seguros, podendo reduzir o valor da apólice de acordo com serviços escolhidos pelo cliente, que poderá contratar o seguro de forma personalizada segundo suas necessidades. 

Por esse modelo, o contratante pode optar por pagar apenas o serviço para acidentes e não para furto e roubo, ou vice-versa, além de contratar o seguro apenas para uma parte do veículo. Isso pode fazer com que o custo do serviço seja adaptável ao bolso do consumidor e, assim, fique mais em conta. A Susep, no entanto, não estima quanto os clientes poderão economizar.

Outra novidade é o fato de a apólice não precisar mais estar obrigatoriamente no nome do proprietário do carro, o que vai beneficiar principalmente motoristas de aplicativos e condutores que alugam carros para o fim de semana, por exemplo. Trata-se de uma modalidade em que o seguro será contratado sem a identificação exata do veículo.

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Uma opção também será a cobertura de responsabilidade civil facultativa, assistência e acidentes pessoais de passageiros vinculada ao motorista, que também vale independente de quem seja o proprietário do veículo.

Outra novidade é a autorização para comercialização de coberturas de danos abrangendo diferentes riscos, permitindo coberturas parciais. Um exemplo: a apólice poderá cobrir apenas a dianteira do automóvel, retrovisores e vidros, e não todo o veículo.

Também foram alteradas regras que, segundo a entidade, podem baratear o custo dos produtos. As seguradoras passam a ter a possibilidade de cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão, o que antes era proibido.

Também passam a poder exigir no contrato que os reparos sejam feitos exclusivamente em oficina da rede credenciada da seguradora.

Para a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), as perspectivas em relação às novas regras são animadoras e podem fazer com que haja um aumento no número de segurados.

“As novas regras abrem caminho para um cenário de inovação e de competitividade, que deve ampliar a base de segurados”, informou a FenSeg, que ressaltou que ainda é cedo para prever qual será o cenário com as novas regras em vigor.

“A mudança ainda é muito recente, vai levar um tempo até que as empresas se estruturem. Você precisa testar a aceitação dos novos produtos, saber se terão viabilidade comercial”, informou a Federação.

As seguradoras têm até 180 dias a partir desta quarta (1º), para se adaptar. O setor, vê com bons olhos os benefícios da flexibilização, como o aumento da competitividade e a possibilidade de atrair a parcela de veículos que ainda não foram segurados. A norma completa pode ser acessada neste link

O seguro de automóveis é uma das principais modalidades no país, sendo responsável pela arrecadação de R$ 17,43 bilhões em prêmios no primeiro semestre do ano. O valor é 6,8% superior ao do mesmo período de 2020. Entretanto, dados do Denatran e da Susep indicam que apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019.

SEGURO AUTOMOTIVO: ENTENDA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

Novas modalidades de seguro veicular

  • O seguro poderá ser vinculado ao condutor, permitindo seu uso em veículos alugados, compartilhados, etc;
  • Seguro personalizado: o contratante pode optar por pagar apenas o serviço para acidentes e não para furto e roubo, ou vice-versa;
  • Seguro por quilômetro rodada: modalidade em que o cliente vai pagar de acordo com o uso do veículo. O valor final será calculado a partir de um valor fixo acrescido de uma cobrança variável de acordo com a distância percorrida;
  • Será possível fazer coberturas parciais. A apólice poderá, por exemplo, cobrir apenas a dianteira do automóvel, retrovisores e vidros;
  • Opção de cobertura de responsabilidade civil facultativa, assistência e acidentes pessoais de passageiros vinculada ao motorista, que também vale independente de quem seja o proprietário do veículo;
  • Cobertura de casco pode ser feita para um ou vários diferentes tipos de riscos escolhidos, seja furto, roubo, colisão ou incêndio.

Combo

  • O seguro do automóvel pode ser contratado junto com outros tipos de seguro, como residencial e empresarial.

Novas possibilidades para seguradores

  • Seguradoras passam a ter a possibilidade de cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão, o que antes era proibido;
  • Seguradoras poderão prever na apólice que o reparo do veículo seja feito exclusivamente em oficina de rede credenciada.

* Com informações da Agência Estado

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