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Via férrea

Nova conexão ferroviária no Porto de Vitória vai ajudar a escoar ferro-gusa no ES

A partir de uma parceria entre Vports, VLI e Multilift, será inaugurada no segundo semestre deste ano uma moega ferroviária no complexo portuário

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 17:52

Leticia Orlandi

Publicado em 

17 abr 2026 às 17:52
Vports
Nova estrutura vai conectar o sistema ferroviário à operação no Porto de Vitória.
Carlos Alberto Silva

Está previsto para o segundo semestre de 2026 o retorno das operações ferroviárias no complexo portuário de Vitória. A inauguração de uma moega ferroviária – estrutura utilizada para recepção e descarga de produtos transportados por trem – vai permitir a criação de um corredor de exportação de ferro-gusa no Espírito Santo.


A nova estrutura, viabilizada a partir de uma parceria entre a Vports, VLI e Multilift, vai conectar o sistema ferroviário à operação portuária, ampliando a eficiência operacional no escoamento de insumos industriais, principalmente o ferro-gusa, consolidando o Estado como um importante hub logístico no cenário nacional.

 

A moega é parte da ferrovia entregue pela Vports em 2024. Os trilhos, conectados à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), receberam investimentos de R$ 16 milhões. 


Segundo a VLI, a moega vai contribuir para a modernização da cadeia de transporte do ferro-gusa, ao oferecer uma solução mais ágil, sustentável e competitiva. 


“A exportação de ferro-gusa, por meio da parceria com a Vports, aumenta a competitividade dos clientes usuários da ferrovia, uma vez que possibilita o embarque de navios maiores, em virtude do calado do porto. A parceria é, portanto, um importante passo no foco da VLI de gerar valor à cadeia logística dos nossos clientes, oferecendo também um transporte de baixo carbono”, afirma o CEO da VLI, Fábio Marchiori.

 

O ferro-gusa é uma matéria-prima obtida a partir da redução do minério de ferro em altos-fornos, sendo a base para a produção de aço. Trata-se de um insumo estratégico para diversos segmentos industriais, com forte demanda tanto no mercado interno quanto no comércio exterior. 


No último ano, o Corredor Leste da VLI, por onde a commodity será transportada, movimentou cerca de 16 bilhões de TKU – toneladas por quilômetro útil, medida que considera a distância percorrida e o volume transportado. Trata-se de um aumento 10,5%, em comparação a 2024.

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