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Publicado em 17 de setembro de 2025 às 16:57
Suspenso desde 2019, pelo então presidente Jair Bolsonaro, o retorno do horário de verão volta a ser comentado e segue sendo avaliado pelo governo federal. Entretanto, não está confirmado que os relógios brasileiros voltarão a ser adiantados no fim deste ano. >
A discussão voltou à tona após perfis nas redes sociais trazerem um relatório da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrica), em julho deste ano, defendendo a volta dos ajustes no relógio durante o verão. O documento avalia as condições de suprimento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) entre 2025 e 2029, apontando que nos horários de pico – das 18h às 21h – existe um maior consumo elétrico, gerando risco de sobrecarga do sistema.>
Segundo a ONS, a volta do horário de verão poderia economizar até 2,5 GW (gigawatts) de potência ao SIN durante os períodos de pico, o que resultaria em um alívio de R$ 400 milhões. Com isso, o pico de demanda diminuiria, reduzindo o risco de sobrecarga nas linhas de transmissão e distribuição. A avaliação é que, com o pôr do sol, cerca de 20% da energia gerada sai do sistema, exigindo a entrada de outras fontes.>
“Uma possibilidade real”, foi como classificou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a volta do horário de verão. Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) declarou que o tema é “permanentemente avaliado”, mas que as condições dos reservatórios são favoráveis, deixando o SIN em melhor situação que no ano passado. >
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Porém, o projeto de lei (PL) 397/07, do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), busca proibir, definitivamente, o horário de verão em todo o território nacional. Após a aprovação da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, a proposta segue aguardando a votação dos parlamentares para formalizar a proibição.>
A decisão final, contudo, cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso seja adotado, o horário de verão pode vigorar entre os meses de novembro e março, ainda sem datas definidas.>
O horário de verão foi suspenso em 2019, após estudos do MME e do ONS indicarem que a medida já não gerava economia significativa de energia. Com a popularização das lâmpadas de LED e o aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado, a mudança de horário deixou de reduzir o consumo e, em alguns casos, até provocava elevação na demanda elétrica nos períodos mais quentes do dia. >
Além disso, levantamentos do Ministério da Saúde apontaram impactos negativos para a população, como alterações no relógio biológico, distúrbios do sono e aumento do risco de problemas cardiovasculares. Assim, o governo decidiu encerrar a prática por entender que os efeitos adversos superavam os benefícios.>
Até aquele ano, o horário de verão era aplicado nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no Distrito Federal.>
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