Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Capixaba
  • Economia
  • Falência da Itapemirim: compradores vão à Justiça após leilão ter até lote que virou rua
Cadê o terreno?

Falência da Itapemirim: compradores vão à Justiça após leilão ter até lote que virou rua

Contestações envolvem nove lotes avaliados em R$ 3,58 milhões e incluem dificuldades para localizar imóveis e terreno que pode estar em via pública; empresa responsável pelo leilão diz que que as alegações ainda serão analisadas

Publicado em 18 de Setembro de 2026 às 17:28

Nicoly Reis

Publicado em 

18 set 2026 às 17:28
Cachoeiro de Itapemirim-ES / Vista noturna do Rio Itapemirim
Vista aérea de Cachoeiro de Itapemirim Prefeitura de Cachoeiro/Divulgação

Oito imóveis no Espírito Santo arrematados em um leilão da massa falida do Grupo Itapemirim são alvo de questionamentos na Justiça. Os bens ficam em Cachoeiro de Itapemirim e Anchieta, na Região Sul capixaba, e estão entre nove lotes contestados por compradores após o certame. Juntos, foram avaliados em R$ 3,58 milhões, segundo o edital.


As contestações envolvem principalmente alegações de dificuldade para localizar ou identificar os imóveis. Em quatro casos, o comprador chegou a pedir a desistência da arrematação. O único bem fora do Estado fica em Guarulhos, na Grande São Paulo, e é questionado sob a alegação de que o terreno teria sido objeto de uma permuta com a prefeitura e hoje faria parte de uma via pública.


A Mega Leilões, responsável pelo certame, confirmou à reportagem as manifestações dos arrematantes e ressaltou que as alegações ainda serão analisadas no processo. Até o momento, não houve decisão sobre os questionamentos.

O que é questionado nos imóveis do ES

Em Cachoeiro de Itapemirim, um comprador informou ter dificuldade para localizar ou identificar quatro imóveis arrematados: os lotes 127, 129, 131 e 135.


Em três deles, os próprios laudos de avaliação mencionados no edital registravam que não havia sido possível definir com exatidão as confrontações e o georreferenciamento das áreas.


O lote 127, avaliado em R$ 340 mil, corresponde a uma casa com terreno. Além da ressalva sobre confrontações e georreferenciamento, o edital informa que a matrícula original havia sido encerrada após a transferência do imóvel para outro cartório de Cachoeiro, ocorrida depois da elaboração do laudo.


Os outros dois são terrenos no bairro Boa Vista. O lote 129 tem 289 m² e foi avaliado em R$ 300 mil, enquanto o lote 131 tem 212 m² e avaliação de R$ 220 mil. Nos dois casos, os laudos também registraram a impossibilidade de definir exatamente as confrontações e o georreferenciamento das áreas.

Mapa no anúncio do lote 129 indicava a “localização aproximada” do imóvel em Cachoeiro de Itapemirim, em leilão da Viação Itapemirim
Mapa no anúncio do lote 129 indicava a “localização aproximada” do imóvel em Cachoeiro de Itapemirim Divulgação/Mega Leilões

Já o lote 135 é um terreno de 200 m² localizado na Rodovia Safra, avaliado em R$ 200 mil. Para esse imóvel, o trecho do laudo reproduzido no edital não apresenta a mesma ressalva sobre georreferenciamento.


Outro comprador foi além e pediu para desistir das arrematações de quatro imóveis, alegando que não conseguiu localizá-los. São os lotes 123, 124, 133 e 142.


O de maior valor entre todos os bens contestados é justamente um deles: o lote 123, terreno de 866,5 m² no bairro Boa Vista, em Cachoeiro, avaliado em R$ 890 mil. O laudo também registrava que não foi possível definir exatamente as confrontações e o georreferenciamento da área.

Veja Também 

Cachoeiro de Itapemirim-ES / Vista noturna do Rio Itapemirim

Falência da Itapemirim: compradores vão à Justiça após leilão ter até lote que virou rua

Imagem de destaque

STJ decide que Águia Branca deve assumir 125 linhas da Itapemirim

Também em Cachoeiro estão outros dois lotes: 124, terreno de 450 m² no bairro Amarelo, às margens da Rodovia Cachoeiro-Safra; e 142, uma área de 600 m² onde há uma casa de aproximadamente 80 m².


Já o lote 133 fica em Anchieta. O edital descreve o imóvel como uma garagem para ônibus voltada para a Praça Dom Helvécio, construída em terreno de Marinha.


O nono questionamento envolve uma situação diferente. O lote 126, em Guarulhos, na Grande São Paulo, foi levado a leilão como um terreno de 300 m². A empresa que arrematou o imóvel alega que a área teria sido objeto de permuta com a Prefeitura de Guarulhos na década de 1990 e atualmente faria parte de uma via pública.


A Mega Leilões confirma que essa é a alegação apresentada pela arrematante, mas destaca que a questão ainda será analisada no processo.

O que previa o edital do leilão

O edital estabelecia que os imóveis seriam vendidos em caráter ad corpus e no estado em que se encontravam, sem garantias. Cabia aos interessados verificar as condições dos bens antes da alienação.


Os interessados também poderiam solicitar visitas, mas o documento informava que a entrada dependia da autorização de quem estivesse responsável pela guarda do imóvel e que a visitação “nem sempre será possível”. Independentemente da vistoria, o edital estabelecia que a arrematação seria por conta e risco do interessado.

Questionada sobre quais informações estavam disponíveis antes da compra, a Mega Leilões afirma ter disponibilizado as matrículas e os laudos de avaliação e que a situação de cada lote estava descrita no edital e no site do leilão. De acordo com a empresa, também havia a indicação de que se tratavam de áreas aproximadas.


O leilão terminou em 15 de julho, e o resultado foi apresentado à Justiça em 24 de julho. Conforme a Mega Leilões, ainda não houve decisão suspendendo, cancelando ou anulando definitivamente nenhuma das arrematações questionadas.


A decisão mais recente sobre os casos, publicada no último dia 8, abriu prazo para a manifestação da administradora judicial, que ainda não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem. A leiloeira também informou que não foi intimada a se pronunciar sobre as alegações dos compradores.

Veja Também 

Imagem de destaque

Maratona de inovação desafia talentos a criar soluções para empresas

Imagem de destaque

INSS paga nesta sexta (23) último lote do Seguro-Defeso a mais de 3 mil pescadores no ES

Emov Urban será um dos modelos que a E-Motors vai fabricar em Jaguaré, no Espírito Santo

Montadora chinesa vai fabricar carro elétrico popular em Jaguaré, no ES

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Muro de casa desabou e bloqueou o acesso ao quintal em Vista da Serra I, na Serra
Muro de casa desaba após chuvas na Serra
Imagem de destaque
Tem repolho em casa? Veja 3 receitas leves e saudáveis para o jantar
A copiloto Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos
Copilota de aeronave que caiu na Flórida tinha parentes no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.