O Espírito Santo ocupa a quarta posição no país em captação de recursos para inovação por empresa ativa, segundo um levantamento baseado em dados da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com média de R$ 1.210 captados por empresa, o Estado fica atrás apenas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e lidera o ranking entre os Estados do Sudeste.
O indicador considera o volume acumulado de recursos obtidos por empresas em cada Estado, dividido pelo número de empresas ativas. De acordo com o levantamento, o Espírito Santo supera Estados de maior porte econômico, como Minas Gerais (R$ 820 por empresa), São Paulo (R$ 408) e Rio de Janeiro (R$ 254).
Segundo o especialista em inovação Flávio Aguilar, o resultado mostra que o Espírito Santo tem conseguido aproveitar as oportunidades de financiamento mesmo com uma base empresarial menor que a de outros Estados da Região Sudeste.
Nos últimos anos, empresas capixabas ampliaram a participação em programas de financiamento à inovação oferecidos por instituições como Finep, BNDES, Embrapii e Fapes. Os recursos podem ser utilizados em projetos de pesquisa, desenvolvimento de produtos, automação, transformação digital e outras iniciativas voltadas à inovação.
Apesar do desempenho, especialistas avaliam que ainda há espaço para ampliar o acesso das empresas capixabas a esses mecanismos de financiamento.
Quando analisamos apenas o volume absoluto, Estados maiores naturalmente aparecem na frente. Mas, quando observamos a eficiência, o Espírito Santo demonstra que está conseguindo transformar oportunidades em resultados concretos para as empresas
Flávio Aguilar, especialista em inovação
Para o também especialista em inovação Yuri Nico, outro desafio é ampliar o número de empresas que recorrem às linhas de crédito e aos programas de incentivo à inovação. Segundo ele, o acesso a esses recursos pode aumentar a competitividade e acelerar investimentos em tecnologia e novos produtos.
“O próximo passo é aumentar a quantidade de empresas que acessam esses recursos. Quanto mais organizações inovando, maior será o impacto na economia, na geração de empregos e na competitividade do Estado”, concluiu Yuri.