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Economia do ES cresce 8,2% no 1° semestre puxada pela construção civil

Indicador de Atividade Econômica (IAE) produzido pela Findes mostra que o setor da construção avançou 48,8% em relação ao primeiro semestre de 2020 e tem ajudado a impulsionar outros segmentos da economia

Vitória
Publicado em 14/09/2021 às 16h07
 Montagem de estrutura para construção de ciclovia e tela de proteção na Terceira Ponte, em Vitória
Montagem de estrutura para construção de ciclovia e tela de proteção na Terceira Ponte, em Vitória. Crédito: Fernando Madeira

A atividade econômica capixaba cresceu 8,2% entre janeiro e junho deste ano em relação ao mesmo período de 2020. É o que aponta o Indicador de Atividade Econômica (IEA) do Espírito Santo, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies), e divulgado pela Federação de Indústrias do Espírito Santo (Findes) nesta terça-feira (14). 

O avanço foi maior do que o registrado no Brasil durante o mesmo período. Entre janeiro e junho, o país registrou um crescimento de 6,4% em comparação com 2020. 

O bom resultado, segundo o relatório da Findes, configura em uma base de comparação deprimida em 2020, quando diversas restrições foram impostas às atividades econômicas, devido à pandemia, mas também à performance positiva da construção civil, que avançou 48,8% no primeiro semestre de 2021.

"Na nossa avaliação, o grande destaque é a construção, que apesar de ter caído em 2020, foi um setor que demonstrou uma recuperação importante, inclusive de mão de obra. Esse comportamento tem puxado outros setores importantes da indústria no Estado", destacou a gerente do Observatório da Indústria do Ideies, Marília Silva

No setor de serviços, que também inclui o comércio, o crescimento foi de 8,4%. A agropecuária apresentou recuo de 4,4%.

Quando a comparação é feita entre o 2º trimestre de 2021 e o 2º trimestre de 2020, os números são ainda mais positivos, visto que partem de uma base menor. O crescimento da economia foi de 16,6%, novamente com destaque para indústria, que teve aumento geral de 26,4% e do setor de construção (+75,4%).

A presidente da Findes, Cris Samorini, explica que parte desse resultado se deve ao fato de que os meses de abril, maio e junho do ano passado foram os piores para as atividades econômicas do Estado, quando houve forte restrição na circulação de pessoas e serviços. Contudo, o funcionamento da indústria permitiu uma recuperação da economia neste ano.

"O cenário de 2020 foi destruidor para todos os setores. Mas o fato da gente ter conseguido que a indústria permanecesse funcionando durante a pandemia foi muito importante para recuperação da economia", pontuou. 

CRESCIMENTO É TÍMIDO EM RELAÇÃO AO PRIMEIRO TRIMESTRE

Em relação ao primeiro trimestre de 2021, o índice ficou praticamente estável. Houve um avanço tímido de 0,2%, segurado pelo pelos serviços (+0,2%), mesmo com o registro de queda na atividade industrial (-0,4%) e agropecuária (-7,6%).

Cris Samorini explica que isso se deve, sobretudo, a um "recrudescimento da pandemia" durante esse período, o que acabou influenciando no resultado. 

"Foi um momento que o Espírito Santo teve que lançar mão de medidas de contenção da Covid-19 seja por restrição de circulação de pessoas ou de atividades econômicas", afirmou.

PREOCUPAÇÃO

Se por um lado o avanço da vacinação e consequente queda de casos de Covid-19 traz uma perspectiva de melhoria econômica para os próximos meses, a crise hídrica é um ponto de preocupação. Isso porque, caso haja racionamento, a recuperação das atividades pode ser impactada.

"Os dados do 2º trimestre de 2021 mostram uma estabilidade, mas estamos longe de um momento de tranquilidade. A questão hídrico e energética é uma preocupação pode pode afetar as atividades em lavouras, nos pastos e também na indústria. O cenário que estamos vivendo este ano exige atenção", destacou Marília Silva. 

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