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Efeito pandemia

Economia do ES caiu 12,2% no 2º trimestre, aponta a Findes

Fechamento do comércio afetou resultados e teve impactos negativos também na indústria. Resultado do Estado foi pior que o do Brasil no mesmo período

Publicado em 15 de Setembro de 2020 às 15:20

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 set 2020 às 15:20
Vitória - ES - Coronavírus - Comércio fechado na avenida Jerônimo Monteiro, Centro.
Comércio na avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, de portas fechadas em abril, por conta da pandemia Crédito: Vitor Jubini/Arquivo
A economia capixaba caiu 12,2% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o primeiro, segundo aponta o  Indicador de Atividade Econômica do Espírito Santo (IAE), produzido pela Federação das Indústrias do Estado (Findes). Os dados, divulgados nesta terça-feira (15), apontam uma queda pior que a do Brasil no mesmo período e em todos os setores da economia.
Economia do ES caiu 12,2% no 2° trimestre, aponta a Findes
No segundo trimestre, a queda do PIB brasileiro foi de 9,7%, de acordo com dados do IBGE, também em comparação com os primeiros meses do ano. O IAE da Findes calcula, a partir do desempenho dos setores, o desempenho da economia funcionando como uma prévia do PIB capixaba trimestral.
A presidente da Findes, Cris Samorini, lembrou que entre abril e junho se deu o pior momento do impacto da pandemia do novo coronavírus na economia, com o fechamento do comércio, o que também se refletiu na indústria. "É um resultado ruim, da pior fase da pandemia, e que de certa forma já estávamos esperando", disse.
O setor de serviços, que inclui o comércio e a administração pública, caiu 9,9% no segundo trimestre no Estado e foi o principal responsável pelo mau desempenho, uma vez que ele responde por 61,5% da economia do Estado. A indústria recuou 20,4% e a agropecuária, 3,2%.
Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a queda é quase do mesmo tamanho: -12,3%. Nesse caso, o maior impacto é na indústria, que em um ano caiu 23,9%, com destaque para os segmentos de construção, alimentos, metalurgia e extrativo (petróleo e gás e mineração/pelotização).
"O setor de petróleo tem essa queda natural em função das reservas e poços em decadência, além da parada de duas plataformas por causa da pandemia que tivemos. E na pelotização tivemos paradas em minas localizadas em Minas Gerais que não permitiram produção maior, além do impacto da Covid-19", explicou o economista-chefe da Federação e diretor-executivo do Ideies, Marcelo Saintive.

ES ESTÁ PRONTO PARA UMA RETOMADA, DIZ FINDES

Apesar dos números negativos, as projeções para o comportamento da economia são mais otimistas, com a abertura gradual das atividades e o início de uma retomada econômica em todo o mundo, com aumento de demanda de commodities industriais, por exemplo.
“Para algumas atividades a expectativa é de otimismo, devido à retomada, ainda que gradual, das atividades econômicas em boa parte do mundo. Como a indústria do ES é sensível ao cenário externo, um aumento de demanda por commodities industriais pode impactar positivamente a produção da indústria do estado, inclusive já podemos notar uma melhora nas exportações de minerais metálicos, por exemplo” disse Marcelo Saintive.
A presidente da Findes lembrou ainda que a produção nas fábricas já apresentou reação. "Nós iniciamos o terceiro trimestre  com uma produção industrial mais aquecida e, em alguns setores, como da indústria moveleira, vemos um grande aquecimento, com contratações e até dificuldade de atender ao mercado em nível nacional".
Samorini ainda destacou que o Estado tem grandes investimentos privados sendo feitos, como os anúncios recentes de expansão das fábricas da Garoto, da Biancogres e da fase final de implantação da unidade da Café Cacique em Linhares. "Tivemos o anúncio da Karavan comprando campos da Petrobras, o encaminhamento para destravar investimentos no Terminal Portuário de Vila Velha e ainda teremos a retomada da Samarco no fim do ano. Então, vemos um cenário positivo para retomada no segundo semestre".

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