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Em Aracruz

Da planta ao produto: fábrica de papel do ES vai abastecer todo o Sudeste

Com investimento de R$ 650 milhões, a unidade da Suzano consolida o Espírito Santo como polo estratégico de bens de consumo da companhia

Publicado em 18 de Novembro de 2025 às 18:10

Leticia Orlandi

Publicado em 

18 nov 2025 às 18:10
Bobinas que vão virar papel higiênico
Bobinas de papel que vão virar papel higiênico na fábrica em Aracruz Crédito: Carlos Alberto Silva
A Suzano inaugurou em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, nesta terça-feira (18), uma fábrica de papel tissue a partir de um investimento de R$ 650 milhões. Com a entrada em funcionamento da nova fábrica, a empresa passar a ter toda a cadeia de produção dentro do Estado.
Assim, o ciclo produtivo começa nas árvores, da floresta, e termina no produto final, que é o papel higiênico, segundo destacou o vice-presidente de bens de consumo da Suzano, Luiz Bueno.
"A produção começa na árvore, na floresta. A gente faz a celulose nesta fábrica. Da celulose, faz o papel. Do papel, faz o papel higiênico e daqui já vai direto para o varejo para ser vendido ao consumidor final. Então, toda a cadeia do papel está 100% integrada dentro do Estado a partir de agora. As 60 mil toneladas que saem dessa fábrica são um número relevante. Em termos de faturamento, estamos falando de em torno de R$ 550 milhões a R$ 600 milhões de faturamento por ano", disse Bueno.
A fábrica terá capacidade de produzir 1 milhão de rolos de papel higiênico por dia. No momento, está operando com 90% da capacidade. A perspectiva é atingir o pico no próximo mês, adiantando o cronograma, segundo Bueno.
"A gente está com uma rampa de crescimento acima do que tinha sido previamente estipulado. Graças a essa planta aqui, em outubro, houve recorde de faturamento de bens de consumo. Isso foi possível porque a fábrica de Aracruz entrou para nos ajudar a disponibilizar produtos em todo o Brasil", afirmou Bueno.
Ao ano, a produção no Espírito Santo será de 60 mil toneladas de papel tissue, sendo 30 mil em Aracruz e 30 mil da unidade convertedora de Cachoeiro de Itapemirim, inaugurada em 2021. Isso equivale a 20% da produção da empresa no país, que tem capacidade instalada no setor de papel tissue de 340 mil toneladas ao ano. Os produtos dessas unidades serão destinados a abastecer todo o Sudeste, junto com a fábrica em  São Paulo. A entrada em produção da nova unidade também elimina a necessidade de trazer papel da fábrica da Bahia, por exemplo.
O presidente da Suzano, Beto Abreu, destacou a importância do Espírito Santo na empresa, apontando a baixa taxa de desemprego do Estado e a capacidade de investimento comparável à de nações como Singapura e China. Ele enfatizou que a responsabilidade fiscal é um dos alicerces para o desenvolvimento. Abreu também falou sobre quais são os próximos passos da empresa em terras capixabas.
"A prioridade para a companhia no Estado é continuar crescendo a base florestal, que é o coração do nosso negócio, onde tudo começa. Temos desafios do ponto de vista de produtividade. Queremos continuar ganhando produtividade. Essa é uma das áreas que a companhia escolheu para investir do ponto de vista de inovação e biotecnologia, apostando em variedades, clones cada vez mais produtivos e resistentes, inclusive ao novo ambiente climático que a gente vem enfrentando", frisou.
A inauguração da nova fábrica da Suzano contou também com a presença do governador Renato Casagrande, do vice-governador Ricardo Ferraço e outras autoridades.

Aproveitamento de crédito de ICMS

O investimento na nova fábrica de Aracruz foi viabilizado por meio do aproveitamento de créditos de ICMS de exportações detidos pela Suzano, medida aprovada pelo governo do Espírito Santo. A iniciativa demonstra o papel estratégico do poder público estadual no estímulo à verticalização da produção da indústria local, atraindo novos investimentos e contribuindo para fortalecer a economia capixaba.
A utilização dos créditos tributários contribui para ampliar a competitividade da região, garantindo geração de empregos, renda e oportunidades para a população capixaba, ao mesmo tempo em que fortalece a base produtiva local e estimula o desenvolvimento econômico sustentável.

Contratações e investimentos

A construção da fábrica gerou cerca de 660 postos de trabalho temporários e, para a operação, foram realizadas 214 contratações diretas e indiretas, das quais 73% são de profissionais capixabas e 48% de comunidades locais. Em parceria com o Senai de Aracruz, a Suzano promoveu 1.496 horas de capacitação técnica e prática para 46 profissionais.
Com a entrada em operação da nova unidade, a empresa conclui um ciclo de investimentos de mais de R$ 1,17 bilhão no Espírito Santo, que incluiu também a substituição da Caldeira de Biomassa do parque industrial de Aracruz, de forma a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Para a nova caldeira, que tem capacidade para gerar até 120 toneladas de vapor por hora, foi destinado um montante de R$ 520 milhões. 
O equipamento traz mais estabilidade ao processo, ganhos de eficiência e produtividade, além de reforçar a sustentabilidade da produção já que o vapor gerado a partir da queima de resíduos de eucalipto – uma fonte 100% renovável – é utilizado no processo fabril e convertido em energia.
O presidente da Suzano destacou, durante a inauguração, que, no dia anterior à entrada da caldeira em operação, a empresa estava consumindo 17 metros cúbicos de diesel por tonelada de celulose produzido. Com o novo equipamento, esse número já caiu para seis metros cúbicos de diesel por tonelada de celulose produzido.
Fábrica de papel do ES vai abastecer todo o Sudeste

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