O ex-presidente da Apex Fernando Cinelli apresentou uma nova notificação ao Comitê Executivo da companhia. Afastado do cargo, o fundador do grupo alega "irregularidade" no pedido de recuperação extrajudicial. Argumenta que a solicitação por esse procedimento só poderia ter sido aprovada na presença de pelo menos 75% dos acionistas.
Em nota enviada na tarde deste sábado (26), Cinelli afirma que detém mais de 30% do capital da ABM Partnership, controladora final da Apex Partners. Disse não ter participado de deliberação nem ter tido acesso a documentos que comprovem a aprovação da medida pelos órgãos societários competentes
"A notificação [ao Comitê Executivo] sustenta ainda que as regras da empresa atribuem competências específicas ao Conselho de Administração e às assembleias das companhias do grupo e pede que sejam apresentados, para cada sociedade requerente, os atos e documentos utilizados para justificar o ajuizamento”, destaca a nota.
O ex-presidente propõe, como solução, mediação em que sejam envolvidos credores, investidores, sociedades e demais interessados, além de uma auditoria externa independente. Garante, ainda, não ter objeção às medidas de reestruturação, inclusive a recuperação judicial, "desde que aprovadas conforme as regras previstas".
A peça também solicita a atualização imediata dos registros das sociedades em que Cinelli ainda conste como administrador para que as renúncias já pedidas sejam formalizadas.
Em nota enviada para A Gazeta neste sábado (26), a Apex Partners S/A, por meio da assessora de comunicação, disse que está adotando todas as medidas administrativas e judiciais com o objetivo de recuperar a companhia.
Acrescenta que Cinelli foi afastado pela própria empresa após a descoberta de "gestão temerária e inconsistências financeiras no fluxo de caixa".
"Medidas judiciais já foram adotadas também contra ele, que está com os bens bloqueados e com o sigilo bancário já quebrado, também a pedido da Apex. O Grupo vai seguir no caminho da verdade e da seriedade, debatendo no foro adequado todas suas decisões e cobrando as responsabilizações", conclui a nota.
.