O número de pessoas ocupadas no Espírito Santo passou de 2,044 milhões em 2024 para 2,029 milhões em 2025, uma redução de 0,7%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua Anual), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da pequena queda, o mercado de trabalho capixaba apresentou movimentos diferentes entre os setores.
A agricultura foi o segmento que mais ampliou o número de trabalhadores no período. Saltou de 268 mil pessoas ocupadas em 2024 para 293 mil em 2025, um aumento de 25 mil trabalhadores, ou 9,3%.
A construção também registrou alta. O número de ocupados passou de 143 mil para 156 mil, crescimento de 9,1%. Já o segmento de alojamento e alimentação teve aumento proporcional ainda maior: de 102 mil para 115 mil pessoas, elevação de 12,7%.
Por outro lado, alguns dos setores que concentram grande parcela da mão de obra do Estado tiveram redução.
A indústria geral passou de 244 mil trabalhadores em 2024 para 220 mil em 2025, queda de 9,8%. No comércio, o número de ocupados recuou de 384 mil para 357 mil, uma redução de 27 mil pessoas, ou 7%.
Entre os segmentos de serviços, o grupo que reúne informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas avançou de 223 mil para 233 mil trabalhadores, acréscimo de 4,5%.
Já o conjunto formado por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou redução, de 359 mil para 344 mil ocupados, queda de 4,2%.
O número de trabalhadores em transporte, armazenagem e correio também caiu, de 118 mil para 114 mil, enquanto os serviços domésticos recuaram de 98 mil para 91 mil.
Com o resultado de 2025, a agricultura passou a responder por cerca de 14,4% de todas as pessoas ocupadas no Espírito Santo. O setor ficou atrás apenas do comércio e do grupo que reúne administração pública, educação, saúde e serviços sociais.
O comércio, mesmo com a redução registrada no ano, continuou sendo o maior segmento em número de trabalhadores, com 357 mil pessoas ocupadas. O grupo de administração pública, educação, saúde e serviços sociais aparece na sequência, com 344 mil.
A indústria, por sua vez, terminou 2025 com 220 mil trabalhadores, enquanto construção e alojamento e alimentação tinham 156 mil e 115 mil, respectivamente.