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421 mil levam de 15 a 30 minutos para chegar no trabalho no ES; veja na sua cidade

421 mil levam de 15 a 30 minutos para chegar no trabalho no ES; veja na sua cidade

Levantamento divulgado nesta quinta-feira (9) revela os meios de transporte mais utilizados e qual é o tempo de deslocamento dos trabalhadores no Estado

João Barbosa

Repórter / [email protected]

Publicado em 9 de outubro de 2025 às 18:28

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Trabalhadores usam ônibus e carros como principais meios de transporte para chegar no trabalho no Estado Crédito: Vitor Jubini

No Espírito Santo, 421.606 pessoas levam de 15 a 30 minutos por dia para chegar ao trabalho. Enquanto isso, quase 147 mil trabalhadores gastam apenas 5 minutos no trajeto, enquanto outros 241 demoram mais de 4 horas. Já 359 mil exercem atividade na própria casa ou propriedade. Esses dados foram revelados na pesquisa "Deslocamentos para trabalho e para estudo", do Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9).

Segundo o levantamento, o Espírito Santo tem 1.296.146 pessoas que precisam se deslocar para trabalhar, o equivalente a 33,8% da população, conforme dados do Censo 2022. Desse número, 188.271 profissionais (14,5%) trabalham em cidades diferentes de onde moram.

O município com o maior número de trabalhadores é a Serra, com 196.045 profissionais; seguida por Vila Velha, com 166.733; e Vitória, com 121.648.

O Censo ainda revela que, no Espírito Santo, brancos e pardos são os que chegam mais rápido no trabalho. No trajeto mais curto, de menos de 5 minutos, por exemplo, os grupos, somados, são formados por 131.137 pessoas. Já pretos, amarelos e indígenas são 15.195 dos que chegam ao trabalho no menor tempo.

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421 mil levam de 15 a 30 minutos para chegar no trabalho no ES; veja na sua cidade

Para mostrar quanto tempo as pessoas levam para chegar ao trabalho em cada um dos 78 municípios capixabas, A Gazeta preparou um infográfico interativo que detalha o levantamento do IBGE. Confira abaixo:

No Estado, o meio de transporte mais utilizado é o ônibus, usado em 26,61% dos deslocamentos, totalizando 344.351 usuários de transporte coletivo.

Na sequência, 26,22% dos capixabas ocupados, ou seja, 339.323, têm os carros como meio em que passam mais tempo para chegar ao local de trabalho. Já o trajeto a pé é feito por 236.813 (18,3%) trabalhadores, superando os 16,05% do uso de motocicleta, que são 207.748, e 9,2% das bicicletas, usadas por 119.066 pessoas.

Cenário nacional

Segundo o IBGE, no Brasil, 88,4% da população ocupada exerce o trabalho no mesmo município onde reside. No país, a maioria da população de cor ou raça branca (42,9%) usa principalmente o automóvel para ir ao trabalho. Deslocamentos por ônibus (17,6%), a pé (15,7%) e por motocicleta (13,6%) também são expressivos.

Quanto ao deslocamento da população de cor ou raça preta para o trabalho, observa-se maior uso do ônibus (29,5%). O automóvel aparece como o segundo meio de transporte mais expressivo (21%), utilizado por 1,7 milhão de pessoas, semelhante à quantidade de pessoas pretas que se desloca para o trabalho a pé, totalizando 1,6 milhão de pessoas (19,8%).

  • Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam meios de transporte motorizados.

“Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro Sergio Pinheiro, analistas da pesquisa do IBGE.

A análise do tempo de deslocamento entre a casa e o local de trabalho mostra que a maior parte (56,8%) das pessoas que se deslocam para o trabalho leva de seis minutos até meia hora, totalizando 40 milhões de pessoas, enquanto 1,3 milhão levam mais de duas horas para chegar ao trabalho.

Além disso, nos resultados por cor ou raça, a população preta (13,9%) e a parda (11%) possuem maior participação relativa na faixa de mais de uma hora até duas horas, do que a população branca (8,9%). Na faixa de seis minutos até meia hora, a população branca (58,5%) possui maior proporção do que a preta (51%), com 7,5 pontos percentuais de diferença, divulga o IBGE.

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