O corpo de Venilda Kuster Frisso, de 77 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (29), no bairro Bosque da Praia, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. A idosa foi localizada em uma área de mata, próximo à estrada de Barra Nova. Venilda estava desaparecida desde o dia 19, quando saiu da casa em que morava com familiares.
O corpo foi encontrado pelo operador de máquinas Fabio Gomes dos Santos, que trabalhava na estrada. Em entrevista à repórter Cris Martinelli, da TV Gazeta, ele contou que percebeu animais sobrevoando a mata e, ao entrar cerca de 20 metros na vegetação, encontrou o cadáver. "Tinha esperança de que fosse encontrada viva", disse Fabio, que já sabia do desaparecimento da idosa.
Jany Kuster, filha de Venilda, esteve no local e reconheceu as roupas usadas pela mãe. O corpo foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Linhares, onde passará por exame necroscópico.
Jany descreve Venilda como uma mãe excepcional, guerreira e lutadora. "Hoje em dia, ela era serena. Mesmo na doença, ensinava a gente a orar; era serva de Deus. Não tenho nem palavras para falar do quanto era maravilhosa", diz.
Segundo a filha, Venilda fazia tratamento para Alzheimer há nove anos e utilizava medicamentos de forma contínua para diabetes. Antes do dia 19, a idosa já havia desaparecido outra vez. Nessa ocasião, foi encontrada cerca de duas horas depois por um casal, que a levou de volta para casa.
Segundo familiares, Venilda saiu de casa em 19 de setembro após o portão ter sido deixado aberto acidentalmente. Câmeras de segurança registraram a idosa caminhando pelas ruas de Guriri, em direção ao Bosque da Praia, na mesma data.
Desde o desaparecimento, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) e guarda-vidas mobilizaram buscas por Venilda. Segundo o policial penal João Marcos Souza Silva, os trabalhos também contaram com o apoio de servidores de diferentes unidades prisionais da região de São Mateus.
João lamentou que Venilda não tenha sido encontrada com vida, mas destacou a importância de dar uma resposta à família. "Infelizmente, não conseguimos encontrar a Venilda ainda com vida, mas pudemos oferecer uma resposta para a família. A gente pôde dar um fim a essa história para a família que merece ter uma resposta final", afirma João.
A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo).