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Vídeo: a diferença entre ansiedade, depressão, TOC e crise de pânico

Doenças mentais são cada vez mais comuns na sociedade e sintomas costumam ser parecidos. Procurar ajuda médica é fundamental para entender o que cada pessoa sente

Vitória
Publicado em 18/10/2021 às 15h16
Repórter Iara Diniz fala sobre as diferenças entre as doenças mentais: como depressão, ansiedade, TOC e trans
Repórter Iara Diniz fala sobre as diferenças entre as doenças mentais: como depressão, ansiedade, TOC e transtorno de pânico. Crédito: Fernando Madeira/Montagem/Farley Sil

Tristeza, falta de prazer em atividades do dia a dia, medo do futuro. Quando esses sentimentos começam a interferir na vida de uma pessoa a ponto de impedir que ela trabalhe, se relacione ou realize tarefas, é preciso buscar ajuda.  Afinal, sua saúde mental pode estar em risco.


Apesar de muita gente ainda sentir vergonha de falar a respeito desse assunto ou procurar um tratamento, os transtornos mentais são cada vez mais comuns na sociedade. A depressão, por exemplo, acomete cerca de 6% dos brasileiros, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A lista de doenças mentais é extensa e os sintomas costumam ser parecidos. Para entender a diferença entre os transtornos mais comuns, A Gazeta consultou especialistas da área de saúde mental. Confira:

Entenda a diferença entre depressão, ansiedade, TOC e transtorno do pânico

DEPRESSÃO

Uma das principais características da depressão é a mudança que ela provoca na forma como o indivíduo se relaciona com a vida. A pessoa deixa de sentir prazer em atividades que antes eram prazerosas e passa a se sentir triste, como se a vida perdesse o sentido. De acordo com a psicóloga e professora de Psicologia da Faesa Caroline Bezerra, a doença pode ser causada tanto por um conjunto de eventos traumáticos quanto por uma questão fisiológica. 

"Às vezes, o cérebro da pessoa parou de produzir serotonina, que está muito relacionada com o humor e ela fica depressiva, angustiada, passa a não ver sentido em nada que faz. Algumas pessoas precisam fazer tratamento durante boa parte da vida", explica.

Jovem com sinais de depressão. Problema, se não for tratado, pode levar a atitudes extremas como o suicídio
Jovem com sinais de depressão. Problema, se não for tratado, pode levar a atitudes extremas como o suicídio. Crédito: Shutterstock

ANSIEDADE

De acordo com a professora do curso de Psicologia da UVV Jucineide Della Valentina, a ansiedade é uma reação normal a situações estressantes e um mecanismo natural para lidar com tempos de dificuldade. Mas, quando esse sentimento se torna excessivo e gera medo, impedindo a pessoa de executar determinadas atividades, isso gera um transtorno.

"As pessoas experimentam medo (uma resposta emocional a uma ameaça iminente real ou imaginada). Além de ter os sentimentos indesejáveis associados com a ansiedade. As pessoas ansiosas tendem a fazer o possível para evitar situações que provoquem essa resposta emocional. Como resultado, podem ter dificuldade para realizar trabalhos, aproveitar as horas de lazer ou estar em atividades sociais", destacou.

TOC (TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO)

O TOC, sigla para Transtorno Obsessivo-compulsivo, é o ritual que a pessoa cria para lidar com a ansiedade ou medo. É um comportamento ou pensamento repetitivo que se difere da mania pela mudança de comportamento que acontece quando a pessoa deixa de realizar o ritual. 

"Ela passa a emitir muita angústia, entra em pânico, em crise", destaca Caroline Bezerra. 

TRANSTORNO DE PÂNICO

Uma pessoa com transtorno de pânico experimenta momentos de desconforto físico, que são os chamados ataques de pânico. Nesses episódios é comum sentir falta de ar, aumento nos batimentos cardíacos, além de dor no peito e tontura. Na maioria das vezes, o transtorno é causado pela excesso de ansiedade e medo constante do futuro. 

"No ataque ou crise de pânico as pessoas tendem a pensar que estão ficando loucas ou perdendo o controle", explicou Della Valentina.

Para todos esses transtornos há tratamento, que combina medicamentos e terapia. É importante que ao identificar alguns desses sintomas, a pessoa procure uma unidade de saúde e relate o que sente para o médico. O profissional de saúde é o responsável por realizar o encaminhamento necessário. 

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