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Viana: 9 mil pessoas ainda não tomaram 2ª meia dose de vacina contra a Covid

Ainda nesta segunda-feira (9), Viana vai abrir agendamento para quem precisa tomar a segunda meia dose da Astrazeneca. Saiba como fazer

Voluntários são imunizados no Viana Vacinada deste domingo (13)
Segunda fase do programa Viana Vacinada começou no último domingo (8), Dia dos Pais, com dia D de vacinação. Crédito: Carlos Alberto Silva

Cerca de 9 mil pessoas que participaram da primeira fase do projeto Viana Vacinada, que consiste na aplicação de meia dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19, ainda não tomaram a segunda meia dose do imunizante. A informação foi confirmada pelo prefeito Wanderson Bueno (Podemos) em entrevista coletiva realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) no início da tarde desta segunda-feira (9).

O chamado "Dia D" da segunda etapa de imunização no município de Viana foi realizado no último domingo (8), no Dia dos Pais. Segundo Bueno, o comparecimento das pessoas no primeiro dia da segunda etapa foi excelente.

Ainda nesta segunda-feira, Viana vai abrir agendamento às 18h para quem precisa tomar a segunda meia dose da AstraZeneca. O site do agendamento é o www.vianavacinada.saude.es.gov.br

A marcação deve ser feita para um período de até 14 dias, assim como ocorreu em junho, quando foi aplicada a primeira meia dose. Bueno, contou que, na etapa inicial, o estudo alcançou 20.322 pessoas ao longo de duas semanas. Desta vez, somente no Dia D, mais de 11 mil buscaram as salas de vacinação e, por essa razão, ele acredita que não será difícil concluir a imunização no tempo previsto.

O prefeito ressaltou, porém, que se houver algum indicativo de que o público não vai corresponder às expectativas, as equipes de saúde do município têm o cadastro dos moradores e será promovida uma busca ativa para a realização da vacinação.

INDICADORES MELHORES

O prefeito participou de coletiva da Sesa nesta segunda, quando foram apresentados dados sobre o projeto. A análise preliminar indica o desenvolvimento da imunidade entre os que receberam a primeira meia dose, redução de casos e mortes

Na primeira fase, constatou-se o desenvolvimento de imunidade em 88,3% do público, mas o secretário da Saúde, Nésio Fernandes, disse que a expectativa é que chegar a 100% com as duas aplicações. 

Wanderson Bueno, que está no grupo de 600 pessoas monitoradas no universo de vacinados com a meia dose em Viana, citou a si como exemplo para o aumento da proteção. Ele relatou que, antes da vacina, tinha 261 marcadores de anticorpos, adquiridos quando contraiu o coronavírus em dezembro, e, após a imunização, saltou para 10.245. No domingo, ele tomou a dose complementar e fez nova coleta de sangue para análise dos pesquisadores. 

O PROJETO

No estudo em Viana, os pesquisadores combinam vacinação com meia dose (0,25 ml) da Astrazeneca no público definido, de 18 a 49 anos, além de acompanhamento da resposta imune e sequenciamento genético do novo coronavírus. A estimativa é redução de 60% da incidência de novos casos ao longo de seis meses, a partir de 28 dias após a segunda dose.

Do total de voluntários, 600 foram escolhidos aleatoriamente e têm o sangue coletado antes e após receberem as doses. Com esse material, os pesquisadores analisam os títulos dos anticorpos por diferentes técnicas e estudam as células para identificar se elas desenvolveram capacidade de resposta imunológica. O grupo também avalia o surgimento de efeitos colaterais.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, disse que, após a primeira meia dose, cerca de 83% dos vacinados apresentaram efeitos adversos leves, como dor no local da aplicação e vermelhidão, índice muito próximo do que é registrado (84%) entre os que recebem a dose padrão. A diferença é o tempo de duração, menor no público com a dose reduzida.

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