Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

E é mais infecciosa

Variante que circula no ES é mais letal, extremamente veloz e atinge jovens

Original do Reino Unido, a variante foi batizada como B.1.1.7. Essa linhagem pode ser até 90% mais infecciosa e 62% mais letal que as outras variantes já conhecidas

Publicado em 22 de Março de 2021 às 20:44

Isaac Ribeiro

Publicado em 

22 mar 2021 às 20:44
Rua da Lama: internauta denuncia aglomeração na Rua da Lama, em Vitória, durante feriadão de carnaval
No feriadão do carnaval, a Rua da Lama teve aglomeração de jovens, grupo mais suscetível à variante do coronavírus Crédito: Internauta/A GAZETA

Correção

22/03/2021 - 10:09
Equivocadamente, a versão anterior desta matéria apontava que o risco de óbito da variante B.1.1.7, que já circula no ES, é de 62%. A informação correta é que essa linhagem do coronavírus, a B.1.1.7, é 62% mais letal que as outras variantes já conhecidas. O texto foi corrigido e o título alterado.
Um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) identificou uma variante do SARS-Cov-2, vírus causador da Covid-19, no Espírito Santo que é 90% mais infecciosa, 62% mais letal que as outras variantes já conhecidas e mais transmissível entre os jovens.
Original do Reino Unido, a variante foi batizada como B.1.1.7. De acordo com a Sesa, estudos desenvolvidos por pesquisadores da Dinamarca, Suíça e Estados Unidos alertam que as mortes associadas à descoberta científica aumentam quando comparadas a outras variantes nos mesmos países citados. 
As informações foram apresentadas na tarde desta segunda-feira (22) pelo secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, e o diretor do Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES), Rodrigo Rodrigues. 
"Hoje trazemos o resultado de uma investigação conduzida no Lacen, que identificou no início de março variantes contendo a mutação da Covid-19 da variante Δ (delta) 69-70. O perfil da pandemia no Estado apresentou três momentos de alta durante o período que percorreu de março de 2020 a março de 2021", descreveu Rodrigues. 
Segundo o diretor do Lacen-ES, a velocidade de transmissão do novo coronavírus atual é a maior desde o início da pandemia no Estado. Na avaliação dele, vários fatores podem ter causado esse cenário: interação social, baixo uso de máscaras, negação do risco da doença, baixa cobertura vacinal e surgimento de novas variantes.
"Novas variantes surgem diariamente. Dentre aquelas que conhecemos, existem três, chamadas de variantes de preocupação: a B.1.1.7, que se originou no Reino Unido, a B.1.351 e a P.1. Desde o início de março (2020), as principais linhagens que ocorriam no Brasil eram distribuídas de forma homogênea, mas, a partir de setembro, houve o descobrimento de duas novas variantes", detalhou.
Em um estudo conduzido recentemente por pesquisadores de Minas Gerais foram encontradas pelo menos amostras de 10 Estados onde a linhagem B.1.1.7 foi detectada, inclusive no Espírito Santo. De acordo com o governo do Estado, isso provocou cadeias contínuas de transmissões desde o início de dezembro de 2020.
O diretor do Lacen-ES explicou que a variante B.1.1.7 surgiu na Grã-Bretanha, apresenta uma taxa de infecciosidade mais elevada do que as outras variantes, que varia entre 43 a 90%. Encontrada em vários países, nos Estados Unidos ocupa uma posição de destaque. Estudos apontam que em meados de abril deve ser a cepa predominante naquele país. Em território americano, o número de infectados por essa variante dobra a cada 10 dias.
"Em estudos conduzidos na Dinamarca, Suíça e Estados Unidos, perceberam que a taxa de transmissão varia entre 59 a 74%a  mais do que nas cepas padrão. Um dado que é muito preocupante é que alguns estudos, com risco de óbito associado à infecção a B.1.1.7, apresentaram aumento de 62% (nas mortes) quando comparada a outras variantes no mesmo país. Coloca ela numa variante altamente transmissível e um poder de letalidade mais elevado que as encontradas", destacou.
O secretário Nésio Fernandes destacou que os capixabas precisam ter disciplina no enfrentamento à doença para que seja possível impedir a transmissão do vírus. Por isso, ele reforçou a importância do uso de máscaras entre as medidas de proteção. 
"É necessário que a população entenda que, enquanto não houver imunização ampla acima de 70%, teremos que conviver com cotidiano diferenciado. Esses dias não são dias de ir para calçadão, de ir à praia. São dias para ficar em casa. Temos uma alta probabilidade  que  altas variantes circulem e alcancem um grau de predominância no nosso Estado. Isso pode explicar recordes de óbitos que devemos encontrar nos próximos dias", finalizou.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Gilberto Gil encerrou a segunda edição do Festival Turá em São Paulo na noite deste domingo (25) com o show 'Nós e a Gente' onde é acompanhado por sua família no palco
Banda Sinfônica Vale Música celebra Gilberto Gil em concerto inédito
Acidente deixa duas pessoas feridas na Avenida Beira-Mar
Acidente deixa duas pessoas feridas e congestiona trânsito em Vitória
Bernadete de Souza Braga, de 61 anos, assassinada com golpes de facão em 4 de outubro de 2023
Pena de 40 anos para homem que matou mulher com golpes de facão no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados