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Trabalhador que morreu em explosão na Serra instalava tomadas em contêiner

Trabalhador que morreu em explosão na Serra instalava tomadas em contêiner

A vítima tinha cerca de 60 anos e foi lançada para fora da estrutura metálica; local era utilizado para armazenar produtos químicos usados na detonação de rochas

Mikaella Mozer

Repórter / [email protected]

Publicado em 25 de março de 2026 às 19:42

Uma explosão deixou um morto no bairro Porto Dourado, na Serra, na manhã de quarta-feira (25). A área foi isolada para verificação de outros materiais explosivos.

O homem de cerca de 60 anos que morreu em explosão em um contêiner na Serra instalava tomadas no local no momento do acidente na manhã de quarta-feira (25) no bairro Porto Dourado, área rural do município. O serviço que envolvia o sistema elétrico, inclusive, é uma das linhas de investigações para a causa da ocorrência. 

Isso porque na estrutura metálica estavam armazenados produtos químicos usados em explosão de rochas e concretos. Os materiais, quando em contato com um elemento estimulante, podem levar à explosão. Apesar da possibilidade, uma investigação ainda será feita pela Polícia Civil.

O tenente Natã, do Corpo de Bombeiros, em entrevista para o repórter Vinicius Colini, da TV Gazeta, detalhou sobre o que pode ter ocorrido. 

“Fizemos o desligamento da rede elétrica quando chegamos. Pela proximidade entre o produto e a rede, pode ser que o que gerou a fatalidade foi a movimentação com uma partícula elétrica, alguma faísca, porque o sólido inflamado, por si só, não é explosivo. Armazenado da forma correta, não corre risco. Se ele estivesse submetido a algum tipo de atrito, ele sim pode explodir, pode detonar e inflamar”, contou o tenente.

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Trabalhador que morreu em explosão na Serra instalava tomadas em contêiner

Esquadrão antibombas

O Esquadrão Antibombas do Batalhão de Missões Especiais (BME) esteve no local para verificar a presença de explosivos, como dinamite. O chamado foi realizado pelo Corpo de Bombeiros para garantir a segurança das equipes atuantes no caso.

Para identificar qual tipo de objeto estava armazenado, o espaço foi isolado. Porém, o grupo identificou ser um produto inflamável e descartou a presença de explosivos, assim como as chances de novas explosões.

Sem álvara

O tenente contou ainda que a empresa responsável não tem alvará da prefeitura do município nem do Corpo de Bombeiros para funcionamento. Mesmo sem estar autorizada, no contêiner foram encontrados 20 barris com o material. A perícia técnica esteve no local e somente após o laudo será possível dizer a causa da explosão.

O Esquadrão AntiBombas do Batalhão de Missões Especiais esteve na explosão na Serra
O Esquadrão Antibombas do Batalhão de Missões Especiais esteve no local da explosão, na Serra Crédito: Yago Araújo

"A empresa se colocou à disposição para ajudar, deu todas as informações necessárias. No momento em que eles foram informados desse caso, foram orientados a fazer o correto, retirando desse material, além de evitar qualquer outra coisa", explicou Natã. 

A corporação militar informou que o corpo da vítima estava do lado de fora do contêiner. Imagens registradas por moradores mostram a destruição no local. Pedaços de telhas e objetos pessoais ficaram espalhados, além de um carro que foi danificado.

Pela assessoria, o Corpo de Bombeiros destacou que o local foi liberado para acesso seguro das demais equipes e, após o trabalho da Polícia Científica e recolhimento do corpo, a equipe da corporação permaneceu no local e uma equipe do Centro Especializado de Resposta a Desastres (Cerd) foi acionada para orientar sobre a retirada do material inflamável. 

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