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Taxa de contágio da Covid-19 no ES tende a se estabilizar abaixo de 1

O ideal é que o ritmo de contágio se mantenha abaixo de 1. A estabilização  vem sendo conquistada com a redução dos indicadores no interior do Estado

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 05/02/2021 às 02h01
Atualizado em 05/02/2021 às 09h21
Imagens da chegada dos pacientes de Manaus infectados pelo coronavírus ao Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra
Atendimento de emergência em Covid-19 em hospital, na Serra: expectativa de redução da média móvel de óbitos. Crédito: Fernando Madeira

A tendência da taxa de contágio do novo coronavírus no Espírito Santo é de estabilização. Os cálculos feitos até a semana do dia 15 apontam que ela caiu de 1,06 para 0,76, o que indica que 100 pessoas podem contaminar outras 76. A tendência é que o indicador  feche o mês de janeiro abaixo de 1 e se mantenha assim em fevereiro.

Taxa de transmissão do novo coronavírus
Taxa de transmissão do novo coronavírus no Espírito Santo. Crédito: IJSN/NIEE

O ideal é que o Rt, "ritmo de contágio", e que traduz o potencial de propagação de um vírus, se mantenha abaixo de 1. Acima de 1, significa que 100 indivíduos infectados podem passar a doença para mais de 100 pessoas. Em abril de 2020, por exemplo, a taxa chegou a 3,44. Ou seja, 100 infectados eram capazes de transmitir o vírus para mais de 340 pessoas.

De acordo com Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a redução foi puxada pelo interior, embora algumas microrregiões ainda apresentem o indicador em níveis mais elevados.

“A tendência é de que o indicador permaneça abaixo de 1. Podemos afirmar isto com base na análise do comportamento da média móvel de óbitos e ainda de casos confirmados, dos últimos 14 dias, em que os dados mais atuais mostram que o Espírito Santo está apresentando tendência de estabilização também nestes indicadores”, explica Lira sobre outros indicadores que ajudam a analisar o cenário de estabilização, em conjunto com a taxa de transmissão.

No primeiro pico da pandemia a média móvel de óbitos, em 14 dias, chegou a 37. “No segundo pico, em dezembro do ano passado, ela chegou a 27 óbitos e agora caiu para 21”, acrescenta Lira.

Na Grande Vitória a mudança na taxa foi pequena, saindo de 0,87 para 0,95, mas ainda se mantendo abaixo de 1, o que vem ocorrendo há cinco semanas.

Taxa de transmissão do novo coronavírus
Taxa de transmissão do novo coronavírus na Grande Vitória. Crédito: IJSN/NIEE

Mas a surpresa ficou com os indicadores do interior, cuja taxa saiu de 1,17 para 0,65. “Era a região onde tínhamos a preocupação com o crescimento da taxa, com as aglomerações e interações do final de ano. A previsão de aumento do contágio não se confirmou até o dia 15 de janeiro. Dado comprovado com a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias, que ficou entre 14 a 15 mortes, cujo dado recente mostra uma tendência de estabilização, embora ainda não consolidada”, explica Lira.

Ainda assim, em algumas microrregiões a taxa ficou elevada, como é o caso da Litoral Sul, que marcou 1,39, mantendo o aumento nas três últimas semanas a partir de dezembro.

Taxa de transmissão do novo coronavírus
Taxa de transmissão do novo coronavírus no interior do Estado. Crédito: IJSN/NIEE

A expectativa, segundo Lira, já olhando para as primeiras semanas de fevereiro, é de que haja uma consolidação da tendência de estabilização. “A expectativa é de que, se nada de atípico ocorrer, a Grande Vitória inicie um processo de redução na média móvel de óbitos, que no momento oscila entre 6 a 7 óbitos”, avalia.

Já para o interior a expectativa é de tendência de estabilização, que até o momento vem apresentando oscilações nas últimas semanas, com média móvel de óbitos dos últimos 14 dias entre 14 a 15 mortes, segundo Lira.

Ele reforça que a população ainda não pode abrir mão dos protocolos sanitários, como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social. “A nossa maior expectativa é manter a taxa de contágio abaixo de 1”, diz.

"Um dos pontos favoráveis é o início do processo de vacinação, mas há ainda um problema no caminho, que é a chegada das doenças sazonais de síndromes respiratórias", alerta. 

Correção

5 de Fevereiro de 2021 às 08:55

A taxa de transmissão em 0,76 indica que 100 pessoas podem contaminar outras 76 e não outras 70, como estava registrado anteriormente. O texto foi atualizado. 

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