Publicado em 14 de outubro de 2025 às 16:48
Um novo vírus que tem como foco o Brasil tem se espalhado pelo WhatsApp. Batizado de Sorvepotal, o malware circula por meio de conversas no aplicativo de mensagens e permite acesso de criminosos a informações bancárias dos usuários, incluindo senhas e contra-senhas de bancos.>
O golpe começa quando o usuário recebe um arquivo ZIP (formato que compacta e armazena um ou mais arquivos) aparentemente inofensivo, como um comprovante. O conteúdo, no entanto, contém um atalho malicioso. Ao ser aberto, o vírus se instala no computador e passa a enviar automaticamente o mesmo arquivo para outros contatos e grupos do WhatsApp, se espalhando rapidamente. >
Em alguns casos, o WhatsApp bloqueia temporariamente a conta por atividade suspeita.>
O malware pode permitir o acesso remoto ao computador da vítima, abrindo portas para ataques mais graves. Para se proteger, é essencial evitar abrir arquivos ZIP ou links suspeitos, manter o antivírus atualizado, ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp e não usar o WhatsApp Web em dispositivos públicos ou desprotegidos.>
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Veja abaixo como funciona o vírus e como se proteger:>
Para proteger os dados institucionais e pessoais, evitando a propagação dessa ameaça, é crucial adotar as seguintes medidas:>
No Espírito Santo, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) vem sendo alvo desse tipo de ataque e, por isso, adotou medidas de proteção. Como forma preventiva, o Comitê Gestor de Segurança da Informação (CGSI) do órgão bloqueou temporariamente o acesso ao WhatsApp Web nas redes institucionais, com o objetivo de resguardar os dados e a segurança digital dos usuários. >
Além disso, nos casos já identificados, o Judiciário capixaba determinou a formatação dos computadores infectados, o que tem gerado longas indisponibilidades das estações de trabalho, de acordo com o órgão.
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Em setembro, o TJES já havia emitido um alerta aos cidadãos sobre tentativas de golpe realizadas através de WhatsApp e e-mail, utilizando de forma indevida o nome e a identificação de juizados e fóruns de municípios do Estado.>
Segundo o Judiciário, apenas no mês passado, foram relatadas tentativas semelhantes em Domingos Martins, Aracruz, Marataízes, Conceição da Barra e Ibiraçu. O conteúdo das mensagens indicava uma suposta intimação judicial, acompanhada de um link que, possivelmente, buscava obter dados confidenciais das vítimas.>
Em caso de recebimento de mensagens do tipo, a orientação do TJES aos cidadãos é para entrar em contato com a Vara, Juizado ou Fórum mais próximo por meio de contatos oficiais listados no Catálogo de Telefones e Endereços do Poder Judiciário Estadual (PJES) ou pelo Balcão Virtual, que é o atendimento on-line da Justiça capixaba.>
Com informações do TJES e TJSE.>
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