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Sem tempo de chegar ao hospital, casal tem filho dentro de casa em Vitória

A servidora pública Isabela Couto e o publicitário Caetano Monteiro tinham programado um parto na maternidade, mas Tom resolveu vir ao mundo no quarto do casal

Publicado em 17/04/2021 às 20h27
A mãe Isabela e o pai Caetano com o pequeno Tom, nascido em casa e com o parto feito pelos pais, em Vitória
A mãe Isabela e o pai Caetano com o pequeno Tom, nascido em casa e com o parto feito pelos pais, em Vitória. Crédito: Arquivo pessoal

Depois de 40 semanas e todos os cuidados da gestação sendo seguidos à risca, um casal de Vitória aguardava a chegada do primeiro filho. A servidora pública Isabela Couto, de 30 anos, e o publicitário Caetano Monteiro, 35, estavam preparados para que o pequeno Tom viesse ao mundo de parto normal na maternidade. Mas Tom não quis saber de hospital.

Na noite da última quarta-feira (14), Isabela começou a sentir as contrações, que se prolongaram por toda a noite. O casal já estava preparado para a hora de ir para a maternidade. “Estava tudo normal, as malas do neném estavam prontas. As contrações começaram leves à noite, passamos em claro, mas tudo dentro da normalidade”, contou Caetano.

Já na tarde da quinta-feira (15), a doula - nome dado à assistente de parto que acompanha a mulher ao longo da gravidez com foco no bem-estar da gestante e do bebê - chegou à casa do casal e, em uma primeira observação, viu que Isabela tinha apenas um centímetro de dilatação. A previsão, então, era de que Tom nascesse na madrugada da sexta-feira (16).

“A média é que a cada hora cresça mais 1 cm, e o ideal para o parto é de 8 a 10 cm, e a doula disse que isso duraria a noite toda e ele (Tom) viria na madrugada”, explicou o pai.

O pequeno Tom minutos após o parto, na última quinta-feira (15)
O pequeno Tom minutos após o parto na última quinta-feira (15). Crédito: Arquivo pessoal

Contudo, por volta de 17h30 as contrações aumentaram e a bolsa rompeu. Caetano fez contato com a doula e com a obstetra e todos se preparavam para ir para o hospital, mas não houve tempo nem de sair de casa.

Cerca de dez minutos depois, Tom nasceu com 50 centímetros e pesando três quilos. “Eu já estava colocando as bolsas dentro do carro. Seguindo tudo certo para não ter nenhum contratempo. Mas, quando foi por volta de 17h40, o Tom veio”, contou.

Caetano Monteiro

Publicitário e pai do Tom

"Estávamos só nós dois no quarto, ela em pé dizendo que estava sentindo que ele estava nascendo, e eu dizendo pra ela ter calma, respirar e ter força. Foi quando ela botou a mão e disse que estava sentindo a cabeça dele. Na hora eu abaixei e ela disse pra eu segurar que já estava vindo. Foi quando ela segurou no meu ombro, fazendo força, e ele veio nas minhas mãos. Segurei, depois dei nas mãos da Isabela e ele começou a chorar, pensei 'graças a Deus está vivo'. Foi incrível"

Depois do parto inesperado em casa e feito pelos pais, chegaram a doula a obstetra, ainda sem acreditar no que o casal contava.

“Ninguém queria acreditar. Quando liguei pra doula, ela perguntou 'como assim?', a mesma coisa com a obstetra. Ninguém estava acreditando”, contou.

Com as profissionais já na casa com a mãe e o bebê, todo o procedimento de pós-parto foi feito. Mais tarde, um pediatra também fez os testes no Tom, que nasceu forte e saudável.

Caetano Monteiro

Publicitário e pai do Tom

"Em momento nenhum fomos para hospital, nem precisamos tomar remédio. Uma coisa incrível. Tirei uma foto dela à noite, jantando, e mandei no grupo da família. A galera não acreditou, disseram que não era possível aquela mulher ter tido um filho agora"
Tom, nascido de parto realizado pelos próprios pais, em Vitória
Tom, nascido de parto realizado pelos próprios pais, em Vitória. Crédito: Arquivo pessoal

Caetano falou sobre a sensação da incrível experiência de fazer, junto com a esposa, o parto do próprio filho. Segundo ele, a tranquilidade e a confiança do casal foi a chave para que tudo desse certo.

“Por incrível que pareça, em nenhum momento a gente ficou ansioso. Vai chegar, a gente não tem controle nenhum sobre isso. Então é confiar. A gente se manteve muito tranquilo. A única coisa que eu sou nessa história é um assistente. Quem fez o parto foi ela e o meu filho. Eu só fui o assistente, dei um apoio”, contou.

Na tarde deste sábado (17), enquanto o pai conversava com a reportagem, Tom completava o terceiro dia de vida e tomava o primeiro banho, dado pela avó. “Agora ele tá sendo paparicado pela família”, completou o pai, orgulhoso.

Vitória (ES) crianca

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