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Santa Rita: Sesa descarta Covid e Influenza e testa 300 vírus, fungos e bactérias

Santa Rita: Sesa descarta Covid e Influenza e testa 300 vírus, fungos e bactérias

Investigações para descobrir agente causador das infecções em hospital estão sendo feitas no Laboratório Central do Estado e na Fiocruz, no Rio de Janeiro

João Barbosa

Repórter / [email protected]

Publicado em 27 de outubro de 2025 às 10:19

Hospital Santa Rita
Hospital Santa Rita: 33 funcionários apresentaram sintomas de contaminação Crédito: Divulgação

Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está testando mais de 300 patógenos, entre vírus, fungos e bactérias para descobrir a origem dos casos de contaminação registrados na ala oncológica do Hospital Santa Rita, em Vitória. As investigações realizadas pela pasta até o momento já descartaram que as infecções possam ter sido causadas por vírus da Covid e da Influenza A e B (gripe).

Na manhã desta segunda-feira (27), o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, e a coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Rita, Carolina Salume, detalharam as ações da pasta em relação à contaminação.

“Nossa principal hipótese é de uma causa ambiental, como água e filtro de ar-condicionado em alguma ala frequentada pelos profissionais contaminados. Estão sendo feitas análise da água e amostras de superfície. Ainda não se sabe se veio de fora”, diz Tyago Hoffmann.

O que são patógenos?

Patógenos são micro-organismos, como bactérias, vírus, fungos etc. que causam doenças se conseguirem entrar no corpo de um hospedeiro (humano ou animal).

Segundo o secretário, testes para descobrir o possível patógeno estão sendo feitos testes no Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde também enviou dois representantes ao Estado para auxílio nas investigações. A expectativa é que até o fim desta semana haja uma indicação sobre o agente causador da contaminação.

"Estamos usando um teste extremamente moderno que descobre o DNA e RNA dos patógenos para que possamos tentar identificá-los", detalhou o secretário.

Na coletiva de imprensa, foi informado que 33 funcionários apresentaram sinais de contaminação. Até domingo (26), ainda havia oito internados, mas dois já receberam alta. Assim, nesta segunda-feira (27), seis seguem hospitalizados, sendo que três deles estão na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Tyago Hoffmann também confirmou que, além desses funcionários, outros 12 acompanhantes de pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos relatados pelos profissionais do Santa Rita e estão internadas em outras unidades hospitalares no Estado. Mas ainda não há comprovação de vínculo epidemiológico entre os casos, que estão sendo investigados com coleta de amostras biológicas enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES).

Desde o início dos casos de infecções, diversas medidas foram tomadas para garantir a segurança de pacientes e de profissionais da área da saúde. A Sesa enviou nota técnica a todos os municípios capixabas para detalhar características e orientações caso cheguem casos suspeitos nas unidades hospitalares do Estado.

Apesar dos casos registrados, a pasta esclarece que a contaminação não se espalhou pela Grande Vitória. E reforça que não há nenhum risco para a população de que o agente infeccioso esteja no entorno do hospital, não existindo evidências de transmissão de pessoa para pessoa.

Relembre

Os primeiros relatos do surto intrahospitalar começaram a ser relatados em 19 de outubro por funcionários da ala oncológica do Santa Rita, com sintomas similares aos de uma pneumonia. Desde então, o hospital reforçou protocolos de segurança, que foram replicados em outras unidades de saúde da Grande Vitória.

No Santa Rita, colaboradores infectados foram isolados e um processo de higienização foi feito no espaço. Além disso, pacientes imunodeprimidos — ou seja, com o sistema imunológico enfraquecido e, portanto, mais vulnerável a infecções — foram transferidos para outra ala.

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