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Pandemia do coronavírus

Regras inviabilizam reabertura de grandes academias no ES, diz associação

Com as normas estabelecidas pelo governo do Estado para o setor, somente estabelecimentos de pequeno porte vão conseguir voltar a funcionar, avalia entidade do setor

Publicado em 24 de Maio de 2020 às 19:43

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 mai 2020 às 19:43
professor de musculação
Limite de cinco pessoas por horário faz o custo da abertura de academias não ser viável Crédito: Pixabay
A maior parte das academias de ginástica de médio e grande porte do Espírito Santo deve permanecer fechada, a partir desta segunda-feira (25), apesar da publicação do decreto estadual do último sábado (23), que autorizou a reabertura dos estabelecimentos. As academias precisarão seguir uma série de protocolos sanitários e terão a limitação de atender no máximo 5 alunos por hora, nos estabelecimentos que tenham mais de 75m².
Essa regra faz com que a abertura não seja viável, segundo a Associação das Academias de Ginástica do Espírito Santo (Acages). Já os estúdios e pequenas academias estão se mobilizando para cumprir as normas e voltar a funcionar, afima a Acages.
O presidente da Acages, Carlos Andrião, explica que a maior parte das academias tem em torno de 1 mil m², o que dá a elas uma capacidade de atender entre 800 e mil alunos. Com a norma do governo, elas conseguiriam atender no máximo 100 alunos por dia.
"Voltar com o funcionamento significa ter que custear funcionários para a recepção, manutenção, professores, e um grande custo com energia, materiais. As empresas estão considerando que não compensa abrir as portas com todo esse custo para atender 5 alunos. Além disso, como iríamos selecionar quais alunos atender? Iríamos criar uma lista de espera? Estabelecer essas prioridades nos traria transtornos, na prática", afirma.
Segundo ele, seria mais apropriado que o governo tivesse anunciado uma autorização para abrir somente os pequenos estúdios de atividade física, pois ao englobar as academias, gerou-se uma pressão dos clientes ao setor.
"Não estamos entrando no mérito do risco. Entendemos o problema, somos parceiros, mas esperávamos uma retomada razoável, criando uma forma viável para as empresas voltarem a trabalhar. Se o Comitê de Risco considerou que ainda não seria possível, que não divulgasse sobre reabertura", pontuou o representante da associação.
Andrião disse ainda que a maior parte das academias já fez algumas reduções em seus quadros de profissionais, e está mantendo os demais empregos, por enquanto, com redução de salários, utilizando o benefício emergencial do governo federal.
"Isso está sendo feito acreditando que haverá uma retomada. Mas já passamos de 2 meses fechados. Se isso se prolongar, esse custo vai voltar a recair para o empregador, que poderá ter que fazer mais demissões", afima.

ENTENDA: COMO SERÁ A ABERTURA DAS ACADEMIAS

Para municípios com risco moderado ou alto de contaminação do coronavírus, como é o caso de todos da Grande Vitória, foi permitido o funcionamento de estabelecimentos apenas para atividades não aeróbicas: musculação, pilates, funcional, alongamento, ioga e similares, com treinos de baixo impacto.
É necessário garantir sempre espaçamento mínimo de 4 metros entre aparelhos/usuários e limites de lotação, sendo que academias com área a partir de 75 m² podem atender no máximo 5 alunos por horário de agendamento.
O uso de máscara de proteção facial, toalha, garrafas ou copos descartáveis é obrigatório e individual. Também é recomendada a higienização frequente das mãos e a limpeza dos aparelhos, antes e depois do uso, com álcool gel 70%. Usuários que fazem parte do grupo de risco ou que apresentem os sintomas gripais como febre e tosse não poderão ser atendidos.
Atividades aeróbicas, como as práticas de esteira, bicicleta, simuladores de escada, dança, crossfit, natação, hidroginástica e similares não estão liberadas.
Nos municípios de baixo risco, há a possibilidade de realizar as atividades aeróbicas, considerando um mínimo espaçamento, e para as não aeróbicas, o limite de pessoas é de acordo com o espaço: um espaço mínimo de 3 metros entre cada aparelho ou usuário.

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