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Dinheiro público desperdiçado

Prefeitura desmancha obra de ciclovia em bairro de Vitória

Segundo moradores, o início do serviço aconteceu em 2020 e parou pouco tempo depois. As obras foram reiniciadas em 2021, mas agora a ciclovia vai deixar de existir na rua Arlindo Braz do Nascimento, no bairro Santa Luiza

Publicado em 21 de Julho de 2021 às 12:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 jul 2021 às 12:31
Prefeitura de Vitória decidiu cancelara  construção de uma ciclovia na rua Arlindo Braz do Nascimento
Ciclovia que seria construída, agora vai deixar de existir Crédito: Reprodução/TV Gazeta
Uma obra iniciada, paralisada, e que agora será completamente desmanchada. A Prefeitura de Vitória decidiu cancelar a construção de uma ciclovia na rua Arlindo Braz do Nascimento, no bairro Santa Luiza, na região de Barro Vermelho, na Capital. Homens e máquinas que trabalhavam na construção agora trabalham para acabar com a obra.
Segundo o presidente da associação de moradores do bairro, Victor Baião, o início do serviço aconteceu em 2020 e parou pouco tempo depois. As obras foram reiniciadas em 2021, mas agora a ciclovia vai deixar de existir. Ele afirma que quando o projeto ainda estava no papel, a associação chegou a alertar a prefeitura de que uma ciclovia no local traria transtornos.
"A gestão anterior da prefeitura apresentou um projeto e a comunidade se colocou contra, abriu diálogo in loco com os moradores de todas as ruas para gente trazer, para a prefeitura, os problemas. Nessa rua tem uma escola e feira aos sábados. Já sabíamos que não daria certo e falamos isso desde o início", esclarece Baião.
Prefeitura de Vitória decidiu cancelara  construção de uma ciclovia na rua Arlindo Braz do Nascimento
Prefeitura de Vitória decidiu cancelar a construção de uma ciclovia na rua Arlindo Braz do Nascimento Crédito: Reprodução/TV Gazeta
Para a professora de educação física Marciana Paste, o pior de tudo é ver o dinheiro público jogado fora. "É um faz e desmancha, faz e desmancha. Isso foi o próprio funcionário da obra que nos falou. O dinheiro completamente jogado fora", critica.
A gerente administrativa Larissa D'Ávila, que trabalha em frente à rua, acredita que faltou planejamento na hora de executar a obra. "Eles começam uma obra e não terminam, fazem um pedaço e daqui a pouco desfazem tudo. Essa rua era ótima, não tinha problema nenhum aqui. Faz, quebra. Faz, quebra. O que revolta é o nosso dinheiro sendo desperdiçado", reclama.
E essa não é a única ciclovia que foi destruída. Na rua Dr. João Carlos de Souza, que dá acesso à Reta da Penha, outra ciclovia foi construída e também acabou sendo removida.
Em nota enviada à TV Gazeta, a Prefeitura de Vitória informa que a obra foi iniciada pela administração anterior "sem a aprovação dos órgãos municipais que tratam da mobilidade urbana (Setran) e da ocupação do solo (Sedec) e sem a anuência da comunidade. A atual administração se deparou com o impasse criado, pois parte da comunidade não queria a ciclovia passando pela rua Arlindo Braz do Nascimento e desde janeiro faz reuniões regulares com representantes dos moradores.".
A administração municipal pontua ainda que "na tentativa de contribuir para o fim do impasse, no dia 14 de julho, a Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal de Vitória realizou uma reunião externa da comissão com moradores do bairro. Durante a reunião a Prefeitura de Vitória apresentou três alternativas para a continuidade das obras e enviou representantes das secretarias de Obras, Desenvolvimento da Cidade, Central de Serviços e Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana para contribuir com o debate e prestar os esclarecimentos necessários".
Após a apresentação das propostas, a  prefeitura afirma que foi aprovada por 24 votos dos 34 moradores presentes a continuidade das obras da ciclovia passando pela rua Vitalino Santos Valadares e não pela rua Arlindo Brás do Nascimento, como estava previsto no projeto elaborado pela administração anterior.
Por fim, a nota da prefeitura destaca que "a atual administração preza pela economia do dinheiro público e lamenta que este empreendimento tenha sido projetado, licitado e iniciado sem o conhecimento e aprovação da comunidade, conforme relatos dos moradores presentes na reunião da comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal de Vitória".

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