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Isolamento social

Passageiros reclamam de superlotação em ônibus da Grande Vitória

Usuários do transporte público relatam que situação contraria a determinação do governador Renato Casagrande, de uso obrigatório de máscaras e de proibição da permanência de pessoas em pé nos coletivos

Publicado em 14 de Maio de 2020 às 21:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 mai 2020 às 21:54
Movimentação de usuários do Transcol no Terminal do Ibes. A grande maioria dos passageiros está usando máscaras de proteção contra o coronavírus. Mas ainda é possível ver alguns sem ela.
Movimentação de usuários do Transcol no Terminal do Ibes. A grande maioria dos passageiros está usando máscaras de proteção contra o coronavírus. Mas ainda é possível ver alguns sem ela. Crédito: Carlos Alberto Silva
Após reabertura parcial do comércio em meio à pandemia do novo coronavírus, medida em vigor desde a última segunda-feira (11), com abertura de lojas em dias alternados, passageiros de transportes coletivos da Grande Vitória têm reclamado de superlotação nos ônibus. Usuários do transporte público relatam que situação contraria a  determinação do governador do Estado, Renato Casagrande, de uso obrigatório de máscaras e de proibição da permanência de pessoas em pé nos coletivos, providências que visam garantir o distanciamento social.
Ônibus lotado e com gente em pé na Grande Vitória
Ônibus lotado e com gente em pé na Grande Vitória Crédito: Internauta
De acordo com uma auxiliar de contabilidade, de 40 anos, que preferiu não se identificar, tem sido frequente a circulação dos ônibus com lotação acima da capacidade ideal. "Todo dia está assim no terminal de Jardim América. Eu trabalho lá e vou em direção a São Torquato, pego duas conduções, e sempre fica lotado, com gente em pé. Antes de ontem (12), entrou um fiscal e disse que se tivesse alguém sem máscara o ônibus não circularia, mas tinha gente em pé", afirmou.

FISCALIZAÇÃO

Acionada pela reportagem, a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb) informou que continua empenhada em analisar, diariamente, a demanda para ajustar a oferta. "Em razão da dinâmica do Sistema Transcol e da alternação na abertura dos diferentes tipos de comércio, a demanda muda. Linhas que são mais usadas em um dia, podem rodar mais vazias no outro. Assim, é necessária a observação diária para que os devidos ajustes sejam feitos", disse em nota.
Além disso, a Companhia afirmou que não é viável fiscalizar todos os transportes em movimento, mas que é feita fiscalização no terminal. "No terminal, os passageiros não têm ficado em pé. Se há muita demanda, é colocado carro extra. Ainda não houve aplicação de multa. Mesmo nos terminais, o poder público conta com a colaboração da população, pois há casos em que a pessoa possa se recusar a esperar outro veículo. Assim, a Companhia volta a fazer um apelo para que a população garanta a segurança de todos, passageiros e trabalhadores, no combate ao coronavírus", informou.
Já a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) do Governo do Estado, esclareceu que a média de trajetos realizados diariamente pelos transportes coletivos não sofreu alteração após a reabertura parcial da atividade comercial. "A média está em 250 mil viagens (contando ida e volta) por dia. Nesta semana, não houve alteração em relação à semana anterior". No tocante à aplicação de multas, a Semobi informou que deve ficar a cargo da Ceturb, responsável pela fiscalização dos ônibus nos terminais.

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