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Novo vírus

O que se sabe sobre o NeoCov, novo tipo de coronavírus descoberto em morcegos

Patógeno é da mesma família do Sars-CoV, que causou uma epidemia em 2002, e do Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19; entenda
Isaac Ribeiro

Publicado em 

04 fev 2022 às 16:21

Publicado em 04 de Fevereiro de 2022 às 16:21

Cientistas desenvolveram um novo exame de sangue capaz de detectar cinco tipos de câncer de forma precoce
Estudo científico descobriu novo vírus Crédito: Edward Jenner/ Pexels
Cientistas da Alemanha e da África do Sul descobriram um novo tipo de coronavírus semelhante ao Mers-Cov, que provocou uma síndrome respiratória no Oriente Médio em 2012. Batizado de NeoCov, o vírus foi detectado após análise do material das fezes de um morcego capturado na África do Sul em 2013.
O patógeno é da mesma família do Sars-CoV, que causou uma epidemia em 2002-2003, e do Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, segundo aponta pesquisa recente assinada por quatro cientistas chineses e divulgada em uma plataforma internacional de textos científicos de biologia no fim de janeiro deste ano. O conteúdo, porém, ainda não foi avaliado por outros cientistas, portanto ainda não pode ser considerado uma publicação científica.
O professor e pesquisador do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Yuri Leite, destaca que os estudos feitos até o momento indicam que o NeoCov não tem capacidade de infectar as pessoas.
"O que eles mostraram é que algumas mutações podem fazer com que esse vírus tenha capacidade de infectar os humanos. Por isso, é importante monitorá-lo. Pode ser que algum dia alguma mutação seja capaz de infectar os humanos. Hoje isso não é uma possibilidade ainda"
Yuri Leite - Professor do Departamento de Ciências Biológicasda da Ufes
Leite lembra que, em 2014, cientistas descobriram que 85% do genoma do NeoCov era idêntico no nível de nucleotídeos ao Mers-CoV, um vírus transmitido aos humanos por camelos dromedários.
O organismo mencionado é conhecido por ter causado 858 mortes em 27 países desde 2012, uma taxa de mortalidade de 35% de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Eles perceberam ao sequenciar o DNA do NeoCov que de todos os vírus conhecidos, aquele que tinham uma sequência de DNA mais parecida é aquele que causou a síndrome respiratória do Oriente Médio. Ele não se espalhou pelo mundo, ficou lá na região, teria vindo de camelos infectados e passado para os humanos”.
O QUE SE SABE
  • O artigo foi publicado por cientistas da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade de Wuhan no dia 25 de janeiro de 2022. A plataforma de publicação é o servidor de pré-impressão de biologia bioRxiv.
  • Os pesquisadores chineses descobriram que o NeoCov entra nas células dos morcegos através do seu receptor ACE2.
  • Os seres humanos também têm um receptor ACE2 (hACE2) que interage com vírus como o SARS-CoV-2 (Covid-19), mas o estudo aponta que o NeoCov não pode interagir com esse receptor hACE2 humano.

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