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Caso em investigação

Mulher morre e família alega negligência médica em hospital de Ecoporanga

Segundo os familiares, Gessik Dettmann Bello, de 32 anos, deu entrada na Fumatre com sintomas de dengue e plaquetas baixas; eles alegam demora no atendimento médico
Mariana Lopes

Publicado em 

08 mai 2024 às 20:13

Publicado em 08 de Maio de 2024 às 20:13

A Secretaria de Saúde de Ecoporanga, cidade do Noroeste do Espírito Santo, solicitou explicações à Fundação Médico Assistencial do Trabalhador Rural do município, o hospital filantrópico Fumatre, após a família de uma paciente, identificada como Gessik Dettmann Bello, de 32 anos, alegar negligência no atendimento médico.
Segundo a irmã da mulher, Gessik deu entrada no hospital na manhã de terça-feira (7) com sintomas de dengue e plaquetas baixas. Em um vídeo enviado à reportagem da TV Gazeta, é possível escutar a irmã pedindo agilidade no atendimento da familiar. A mulher discute com um médico da unidade - que não terá o nome divulgado, pois o caso segue em investigação -, até que, em certo momento, pacientes avisam que Gessik estava desmaiada e caída no chão. 
Gessik é colocada em uma cadeira de rodas por pacientes que também aguardavam atendimento médico no hospital e é levada para uma sala. Após uma piora no quadro da paciente, ela foi transferida para um hospital em Barra de São Francisco. No entanto, no caminho, ainda dentro da ambulância, a mulher teve duas paradas cardiorrespiratórias e foi a óbito na madrugada desta quarta-feira (8). 

Irmã acionou a polícia

Gessik Dettmann Bello morreu em hospital de Ecoporanga; família alega negligência médica
Gessik Dettmann Bello morreu após, segundo a família, dar entrada em hospital de Ecoporanga com sintomas de dengue; família alega negligência médica Crédito: Acervo pessoal
Por conta da demora no atendimento médico, a irmã de Gessik acionou a Polícia Militar para ir até o hospital. A PM confirmou o fato e informou, em nota, que conversou com o médico. O profissional alegou aos policiais que, "como de praxe ao iniciar um plantão, foi realizado o atendimento dos paciente e, posteriormente, foi atendido o Pronto Socorro e isso gerou uma demora", comunicou a PM.
O médico explicou aos agentes que houve uma discussão, mas que logo se acalmaram. Segundo a PM, no momento do fato, ninguém quis prestar queixa. 

Caso em investigação

Procurada pela reportagem de A Gazeta, a Secretaria de Saúde de Ecoporanga informou que, por se tratar de um hospital filantrópico, foi encaminhado um ofício à Fumatre solicitando posicionamento. O documento foi aceito e o hospital optou por afastar, em tempo indeterminado, o médico da instituição. De acordo com a pasta municipal, a morte de Gessika está em investigação pela vigilância em saúde.
A reportagem procurou o presidente da Fumatre para mais detalhes sobre o andamento do processo, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O hospital emitiu uma nota em uma publicação no Instagram, informando que deu início a um Procedimento Administrativo Interno, que vai apurar o fato. Inicialmente, a unidade havia emitido um documento dizendo que havia afastado o profissional, mas, posteriormente, revogou o afastamento. 

Polícia Civil investiga denúncia

A reportagem de A Gazeta apurou com a Polícia Civil que foi instaurado um inquérito para apurar o caso. A Delegacia de Polícia (DP) de Ecoporanga requisitou informações aos hospitais por onde Gessik passou e deve ouvir as partes envolvidas e testemunhas. 

O que diz a defesa do médico

Em nota, a defesa do médico, representada pelos advogados Rodrigo Carlos de Souza, Adriano Athayde Coutinho e Josimadsonn Magalhães de Oliveira, informou que Gessik foi atendida dez minutos após dar entrada no hospital, foi examinada e internada. A defesa comunicou ainda que o médico cumpriu com todos os protocolos previstos e se solidariza aos familiares enlutados.
Ainda na tarde de quarta-feira (8), a defesa informou que a determinação do afastamento do médico foi revogada, conforme consta em uma portaria assinada pelo presidente da Fumatre. 

Confira a nota da defesa na íntegra

Segundo consta nos dados do Hospital, a paciente deu entrada naquele local às 7h59, atendida pelo médico por volta das 8h10 e após examinada, foi medicada e internada às 8h37. Durante o dia a paciente apresentou melhora, com PA [pressão arterial] controlada, todavia, por volta das 20h30 apresentou quadro de sudorese, embora a PA continuasse normal. Por volta das 21h59, como o quadro persistia, o médico a encaminhou para o Hospital de Barra de São Francisco, por ter mais estrutura do que o Hospital de Ecoporanga. 

O médico tem certeza de que cumpriu todos os protocolos previstos e se solidariza aos familiares enlutados.

Nota da Fumatre na íntegra

A Fundação Médica Assistencial do Trabalhador Rural de Ecoporanga (Fumatre) vem, por meio desta, lamentar o falecimento da senhora Gessik Dettmann Bello, ocorrido nesta madrugada (08//05/2024), na cidade de Barra de São Francisco, e desejar condolências à sua família e amigos. 

 Por oportuno, informa que foi aberto Procedimento Administrativo interno para averiguar as circunstâncias que permearam o atendimento da senhora Gessik Dettmann Bello nesta instituição e que continuará colaborando com as investigações feitas pelas autoridades competentes em tudo o que for solicitado. 

 Todos os documentos referentes ao atendimento da senhora Gessik Dettmann Bello na Fumatre, desde que solicitou atendimento nesta Fundação até a sua transferência para o Hospital Estadual Doutor Alceu Melgaço Filho, foram colhidos para instruir o Procedimento Administrativo Interno, razão pela qual esta Instituição voltou a dispor de toda a sua equipe de médicos, enfermeiros e técnicos. 

 Essa Fundação foi criada com o objetivo de servir a população ecoporanguense, o que tem sido feito com muita dedicação e afinco, apesar das muitas dificuldades.

Atualização

09/05/2024 - 3:31
Após publicação desta matéria, o hospital Fumatre revogou o afastamento do médico envolvido no caso e a defesa do profissional se posicionou sobre o assunto. O texto foi atualizado.

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