A mulher atacada por uma onça em um zoológico que fica em Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, recebeu alta nesta sexta-feira (30). Ela estava internada no Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, desde o dia 23 de setembro. A informação foi confirmada à reportagem de A Gazeta pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Conforme divulgado pela Sesa, a vítima foi identificada como Elaine Pereira Sampaio. Ela sofreu "múltiplos ferimentos", passou por uma cirurgia e precisou ser internada na UTI. A dinâmica de como o ataque aconteceu ainda não foi esclarecida.
CASO É INVESTIGADO PELA POLÍCIA
O ataque de onça sofrido por Elaine Pereira Sampaio já é investigado pela Polícia Civil. A informação foi confirmada na tarde desta sexta-feira (30), após visitas ao zoológico realizadas nos últimos dias.
Na segunda-feira (26), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) havia adiantando que iria ao empreendimento. "Após a vistoria, ficou constatado que a onça está em estrutura em conformidade com as normas ambientais aplicadas", afirmou o órgão.
"O zoológico segue interditado para que cumpra as condicionantes do licenciamento ambiental, como atualização do SisFauna e o controle do plantel, que não são relacionadas ao incidente. A investigação do caso, agora, cabe à Polícia Civil", concluiu o Iema, em nota.
Procurada, a PC informou que visitou o Zoo Park da Montanha na última segunda-feira (24), "a fim de realizar levantamentos para investigação preliminar", que é feita por meio da Delegacia de Polícia de Marechal Floriano. Outras informações não foram divulgadas para "preservar a apuração".
O OUTRO LADO
Em nota enviada no próprio dia do acidente, o Zoo Park da Montanha admitiu que "houve um incidente na área de manejo envolvendo uma onça pintada" e que "agiu de forma imediata na prestação do socorro". Segundo a empresa, o animal não sofreu ferimentos e está em segurança.
Anteriormente, em comunicado divulgado no dia 2 de setembro nas redes sociais, o Zoo Park da Montanha afirmava que estava temporariamente fechado – e não interditado – "devido à manutenção interna e necessidade de manejo geral do plantel" e que logo voltaria às "atividades normais".
A reportagem de A Gazeta tentou novo contato com os proprietários nesta sexta-feira (30), mas não teve as ligações atendidas. Caso haja um novo posicionamento, este texto será atualizado.