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Covid-19

Moradores de Cariacica relatam dificuldades e erros em nova plataforma de vacinação

Segundo moradores do município, além de erros cadastrais, a nova plataforma dificulta a marcação de agendamentos para terceiros, o que pode atrasar a vacinação da população
Viviann Barcelos

Publicado em 

20 jul 2021 às 13:30

Publicado em 20 de Julho de 2021 às 13:30

Plataforma Vacina e Confia, do Governo do Estado.
Plataforma Vacina e Confia, do Governo do Estado. Crédito: Reprodução
Registro de vacina com marca de laboratório diferente da que foi aplicada, data de vacinação errada, cadastros com endereços de outros estados e dificuldade de agendar a vacinação para terceiros. Esses são alguns dos problemas relatados por moradores de Cariacica que, desde a última segunda-feira (19), utilizam o site Vacina e Confia (www.vacinaeconfia.es.gov.br), do governo do Estado, para o agendamento da vacina contra a Covid-19.
A plataforma foi lançada no dia 8 de julho com o objetivo de proporcionar aos municípios uma ferramenta simplificada e de fácil acesso para a Campanha de Imunização contra a Covid-19. No entanto, para Rosângela Tschaen, 35, moradora de Santa Cecília, em Cariacica, a realidade é diferente.
Rosângela conta que tomou a vacina da Pfizer no dia 10 de julho na Unidade de Saúde de Santa Fé, bairro próximo onde mora,  mas o seu cadastro no site Vacina e Confia contém informações erradas sobre a sua imunização.
“A data da primeira dose e a marca da vacina estão erradas. Na plataforma, diz que eu tomei Astrazeneca, mas eu fui vacinada com a Pfizer. Liguei para o número do site, que diz que não existe, e agora vou mandar um e-mail para tentar resolver. O problema maior é que, quando chegar a hora de tomar a segunda dose, quero que tenha vacina para mim, e a vacina correta”, pontua.
O marido dela, Carlos Tschaen, 34 anos, foi imunizado com a vacina da Pfizer no dia 14 de julho. No entanto, no site Vacina e Confia, a informação é de que ele ainda não foi vacinado.
"O site aparece com vários erros e não foi melhor para a população. Esses erros podem gerar outros erros, como pessoas tomando vacinas de marcas diferentes, ficando sem vacina, ou tomando mais de duas doses"
Rosângela Tschaen - Moradora de Cariacica
Outra moradora do município que enfrentou dificuldades com a plataforma do governo foi a Marilane Miguel da Conceição Sorge, 38 anos. Quando tentou fazer o agendamento para a sua mãe, Ladir Belarmina, de 60 anos, o endereço que aparecia no site era de Minas Gerais.
“A minha mãe é de Santa Rita do Itueto, em Minas Gerais, onde ela emitiu o CPF, mas mora no Espírito Santo há mais de 20 anos. Fui na Secretaria de Saúde de Cariacica e, inicialmente, fui informada de que não poderiam me ajudar porque a plataforma é do governo do Estado. Em seguida, uma moça mais solícita quebrou a cabeça comigo e conseguiu corrigir a atualizar o endereço para Cariacica, onde ela mora”, explica.

AJUDA DE TERCEIROS

Por conta do sistema de agendamento adotado pelas prefeituras da Grande Vitória, criou-se uma rede de solidariedade a fim de otimizar a marcação da vacina para aquelas pessoas que não têm habilidade ou acesso à internet. No entanto, uma das reclamações com a nova plataforma Vacina e Confia é que ela dificulta esse agendamento para terceiros.
“Na plataforma antiga, eu agendei para cerca de 10 pessoas, seja porque não tinham internet ou porque eram muito idosas e não sabiam mexer na internet. Agora não consigo ajudar ninguém porque o site exige que para fazer o agendamento, a pessoa faça o login. É ruim para todos”, salienta Rosângela Tschein.
Já para Marilane essa dificuldade de agendar a vacinação para terceiros pode atrasar a vacinação da população carente, que, geralmente, é a que mais precisa de ajuda.
"O que parecia que ia melhorar, piorou. Muitas pessoas não têm acesso à internet, não sabem como agendar, e nós ajudávamos. Agora não tem como mais. Isso prejudica o agendamento da vacina para a população"
Marilane Miguel da Conceição Sorge - Moradora de Cariacica

O QUE DIZ A PREFEITURA

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de Cariacica informou, por meio de nota, que as equipes das unidades básicas de saúde continuam à disposição dos munícipes que não possuem acesso à internet para realizar o agendamento de vacinas.
"Sobre as pessoas que ajudam outras a realizarem agendamento, a Secretaria de Saúde reforça que o cadastro individual é simples e rápido de ser concluído, e orienta que realizem o cadastro individual de cada pessoa", disse.
Sobre o caso relatado por Rosângela, houve equívoco de digitação no momento de registro da vacina. A Semus já corrigiu os dados no sistema.
Sobre a situação de Carlos Tschaen, marido de Rosângela, a prefeitura esclareceu que ele foi imunizado no último dia 13 com a primeira dose da vacina da Astrazeneca, data em que estava havendo transição dos sistemas de registro da Semus para o do governo do Estado, motivo pelo qual foi necessário a digitação em data posterior à data de aplicação. Atualmente os dados já estão sendo digitados em tempo real. As informações dele já estão atualizadas no sistema.

O QUE DIZ A SESA

Já a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que a equipe de Tecnologia da Informação tem trabalhado na curadoria dos dados importados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).
"Quando encontrada alguma inconsistência, a mesma é corrigida. Entretanto, a Sesa frisa que podem ter ocorrido erros de digitação por parte do município ao registrar a dose no SI-PNI e, portanto, este erro refletirá em uma informação incorreta no sistema Vacina e Confia", disse por meio de nota. 
A Sesa ressaltou ainda  que o portal Vacina e Confia é a primeira plataforma de registro/agendamento de vacina do Estado do Espírito Santo, e realiza os agendamentos por CPF, ou seja, cada cidadão precisa ter o seu cadastro para poder agendar sua vacina e ter acesso a outras informações de interesse pessoal. No entanto, não inviabiliza a possibilidade de outra pessoa realizar o agendamento, desde que tenha acesso ao CPF do usuário que será vacinado.
Quanto a possibilidade de disponibilizar o acesso à vacinação para aquelas pessoas que não possuem acesso à internet, a Sesa informou que é uma prerrogativa do município, não estando diretamente relacionada à plataforma. A orientação é que o cidadão se informe diretamente em seu município de residência.

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