Repórter / [email protected]
Repórter / [email protected]
Publicado em 16 de maio de 2024 às 10:46
O Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória, deve ter sua gestão operada por uma empresa do Estado do Rio de Janeiro. Na manhã de quarta-feira (15), o pregão para escolha da concessionária foi aberto às 10h e, por volta de 10h16, a empresa GWG Comércio & Administração Empresarial Ltda., com sede em Rio das Ostras, foi declarada como arrematante, com o lance de R$ 54.960,00.>
Nesse tipo de certame, ganha a empresa que oferecer o maior valor, que deverá ser pago à prefeitura pela concessão. Depois disso, o pregoeiro ainda tentou negociar, enviando uma contraproposta no valor de R$ 57 mil, mas acabou aceitando o valor oferecido pela empresa fluminense.>
Já por volta das 11h30, o pregoeiro informou que, ao realizar uma pré-análise na documentação de habilitação enviada, foi identificada a ausência de documentos exigidos no edital que atestam a qualificação técnica e a qualificação econômica e financeira da empresa. Em certo momento, o pregoeiro fixou o prazo para envio dos documentos até às 17h15 e informou que esse prazo não iria ser prorrogado.>
Poucos segundos antes do limite do prazo — às 17 horas, 14 minutos e 35 segundos —, a empresa enviou uma mensagem informando que o campo para fazer o upload dos documentos estava fechado. O pregoeiro, então, estendeu o prazo para envio até às 17h30. Às 17h19, foi publicada a informação de que foram anexados. >
>
Segundo a Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV), os trâmites relacionados à seleção da empresa para a gestão do local estão em andamento.>
"A equipe está atualmente conduzindo a análise minuciosa dos documentos e propostas recebidas dentro do prazo estabelecido. Este processo inclui a verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos e critérios estabelecidos no edital. Assim que concluída essa análise e houver uma decisão final, a CDTIV fornecerá as informações solicitadas de forma transparente e detalhada", divulgou a pasta.>
A restauração do espaço, que será destinado à gastronomia e à cultura do Espírito Santo, é esperada há 20 anos, desde que um incêndio destruiu a construção histórica. As obras começaram efetivamente no segundo semestre de 2022 e estão previstas para serem concluídas até junho deste ano. >
Entre as obrigações da empresa que assumirá a concessão, está a de manter metade dos estabelecimentos voltados à gastronomia abertos todos os dias, podendo haver alternância entre eles. Além disso, nos primeiros 90 dias, a concessionária deve garantir o funcionamento de metade do total dos módulos comerciais do mercado e, em até 180 dias, 80%. >
Outro benefício que a prefeitura pretende dar à empresa que assumirá o Mercado da Capixaba é desconto no aluguel. No primeiro ano, a concessionária pagará apenas 60% do valor oferecido na licitação. No segundo, passará a pagar 70%; 80%, no terceiro; e, sucessivamente, até o pagamento do valor integral oferecido no certame.>
No edital de concessão do espaço, consta uma sugestão de destinação dos módulos comerciais. Essa especificação é necessária, pois espaços onde ficarão restaurantes dependem da estrutura de gás. Além disso, há uma observação de que, entre os espaços gastronômicos, tenham no mínimo dois especializados em culinária típica capixaba. >
As lojas 01, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10 e 12 devem abrigar restaurantes, bares, choperias e cervejarias artesanais, lanchonetes, bistrôs, cafeterias, pastelarias e confeitarias. Estes espaços contam com estrutura de gás canalizado. >
Nos outros módulos, é vedada a utilização de gás por qualquer meio, como botijas. É permitido, no entanto, equipamentos elétricos, desde que o volume seja compatível com a capacidade da rede elétrica.>
Para as lojas 02, 11, 13, 15 e 16, é sugerido: sorveteria, empório ou mercearia, boutique de carnes, comercialização no sistema varejista de produtos hortifrúti, laticínios, doces, salgados e assemelhados, bares, choperias e cervejaria artesanais, lanchonetes, bistrôs, cafeterias, pastelarias, confeitarias>
Para os módulos 03 e 14, são esperadas lojas de artesanato — local e regional, como de panelas de barro —, galeria de arte, livraria ou sebo, souvenires e floriculturas.>
Por fim, nas salas 01 e 02, que ficam no mezanino, a são esperados: auditórios, salas de projeção, pubs ou bares temáticos, choperias e cervejarias artesanais, bistrôs, cafeterias, confeitarias e serviços financeiros. Vale lembrar que o módulo 01 conta com a estrutura de gás encanado. >
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento do Turismo e Inovação de Vitória (CDVT), Marcos Gregório, reforçou que mercado tem o objetivo de ser um equipamento público voltado ao turismo e, por isso, alguns tipos de negócio estarão vedados, justamente para que esse perfil seja mantido. São eles: >
Com investimento da ordem de R$ 9 milhões, o Mercado da Capixaba tem cerca de 80% das obras concluídas. O local conta com dois pavimentos, com 16 módulos comerciais no térreo e 2 módulos no mezanino com áreas que variam entre 23 m² a 103 m². A estimativa é que 150 a 200 empregos diretos e indiretos sejam gerados com a retomada das atividades. >
Após um incêndio que causou danos estruturais em 2002, o local se deteriorou e caiu no esquecimento.>
Em janeiro de 2020, o Executivo municipal prometeu que a obra de revitalização ficaria pronta até o fim do primeiro semestre daquele ano, o que não aconteceu por conta da pandemia de Covid-19.>
No ano seguinte, 2021, a prefeitura divulgou uma nova previsão para o início da reforma: primeiro semestre de 2022. Na época, o então secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Marcelo de Oliveira, alegou que o projeto que se tinha até aquele momento era muito conceitual para que fosse contratada uma empresa para as obras.>
As obras começaram, efetivamente, no segundo semestre de 2022. Já no início de 2023, a promessa dada foi de que a obra ficaria pronta até o final do primeiro semestre de 2024. De acordo com a prefeitura, esse ainda é o prazo para entrega.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta