> >
Menino que levou choque ao encostar em fio no ES ainda se recupera

Menino que levou choque ao encostar em fio no ES ainda se recupera

Criança faz curativos a cada três dias no hospital e precisará de cirurgia plástica. O acidente aconteceu no dia 3 em Vila Nova de Colares, na Serra

Publicado em 21 de junho de 2021 às 10:13

  • Do G1/ES

Menino teve queimaduras nas mãos ao entrar em contato com um fio eletrificado no ES
Menino teve queimaduras nas mãos ao entrar em contato com um fio eletrificado no ES Crédito: Reprodução/TV Gazeta

O menino de 8 anos que levou um choque após encostar em um fio eletrificado caído em uma calçada ainda está se recuperando dos ferimentos. O acidente aconteceu no dia 3 em Vila Nova de Colares, na Serra, na Grande Vitória. A criança teve queimaduras de terceiro grau nas mãos e também arritmia cardíaca.

A cada três dias, Arthur Bernardo precisa voltar ir ao Hospital Infantil de Vitória para fazer a limpeza dos ferimentos nas mãos e trocar os curativos.

"Ele reclama desse procedimento, pois é doloroso, mas tem que ser feito para o bem-estar dele e para acabar logo esse sofrimento", contou pai do menino, Aldezino de Oliveira Braz.

O menino brincava na rua com amigos no dia do choque e lembra com nitidez como foi o acidente.

"Estava jogando bola e fui descansar. Sentei na calçada e coloquei a mão no fio", conta Arthur Bernardo.

Foi Mateus, um amigo de Arthur que jogava bola também, quem o salvou.

"Ele estava deitado pedindo socorro. Eu pensei que ele estava brincando, mas depois vi que não era. Tirei os fios que estavam encostados nele e vi que os dedos dele estavam cortados", lembrou o amigo.

MUDANÇAS

Passadas duas semanas do dia do acidente, o pai de Arthur contou que os cuidados com o filho mudaram a rotina da criança e que ele ainda precisará de passar por uma cirurgia plástica.

"Tudo mudou lá em casa. Não tem mais folga e nem descanso. Eu e minha esposa revezamos para levá-lo ao hospital. Quando ela está de folga, o leva. Quando ela está trabalhando, eu peço um dia no trabalho para levá-lo e também quando estou de folga eu que o levo", explicou Aldezino.

A rotina do Arthur também mudou muito. Ele está sem ir às aulas e raramente brinca.

"É chato ficar dentro de casa, às vezes eu saio na rua brinco um pouco e entro de novo".

Além das queimaduras graves e a arritmia cardíaca que está controlada, a família está preocupada com o psicológico da criança.

"Nós somos pais e sabemos que sempre fica uma sequela. Vemos que ele fica mais quieto quando tem que ir para a rua, ele está diferente, por isso vamos atrás de um psicólogo para ver o que está acontecendo com meu filho", descreveu o pai.

No dia do acidente, técnicos da concessionária EDP estiveram no local e enrolaram o fio e colocaram no local correto.

A empresa disse que o fio não pertence à rede da EDP e que se tratava de uma ligação de energia ilegal.

A EDP reforçou que a população nunca deve se aproximar de fios caídos. Além disso, alertou que o furto de energia pode provocar sobrecarga na rede elétrica com prejuízo para a população, que sofre com acidentes e interrupção do fornecimento do sistema para suas residências e vias públicas.

"Não temos a quem recorrer, é esperar em Deus. E até continuamos lutando para cuidar do filho da gente", desabafou Aldezino.

Com informações de Naiara Arpini, TV Gazeta

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

Tópicos Relacionados

serra

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais