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“Uma mãe maravilhosa, me transformou em um homem melhor.” Foi assim que Stéfano Moreno descreveu a companheira, Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, encontrada morta nesta quarta-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.
Casados havia cerca de seis meses, os dois esperavam o primeiro filho juntos. Juliana estava grávida de quatro meses, e o casal planejava um chá revelação, pois ainda não sabia o sexo do bebê. Ela também era mãe de um menino de 11 anos.
Em entrevista à TV Gazeta, Stéfano chorou ao recordar a companheira. Segundo ele, o filho de Juliana já foi informado sobre a morte da mãe e está muito abalado com a perda.
Juliana trabalhava havia quatro meses em uma loja. Segundo a proprietária, ela descobriu a gravidez quando começou a trabalhar no estabelecimento e era uma ótima funcionária. As colegas estavam organizando um chá de fraldas para ela e também lamentaram a morte.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações confirmadas sobre o sepultamento. Stéfano acredita que não haverá velório.
Juliana estava desaparecida desde a madrugada de segunda-feira (12). Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado carbonizado em uma área rural próxima ao bairro Monte Líbano.
Um homem de 31 anos, apontado pela polícia como ex-companheiro de Juliana, e uma mulher de 24 foram presos em flagrante por ocultação de cadáver. A Polícia Civil também pediu à Justiça a prisão temporária dos dois por feminicídio e aborto sem consentimento. O caso segue sob investigação.