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Publicado em 6 de junho de 2025 às 18:50
Mais de 34 mil pessoas vivem em áreas classificadas como de alto ou muito alto risco geológico em bairros de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que concluiu a atualização da setorização de risco no município. O mapeamento foi feito entre os dias 3 e 11 de abril.>
Segundo o SGB, o levantamento foi solicitado pela Defesa Civil Nacional e incluiu visitas técnicas aos 46 setores de risco já identificados em um mapeamento anterior, de 2019. >
Além disso, em parceria com a Defesa Civil Municipal, a equipe localizou 13 novas áreas com indícios de instabilidade ou histórico de ocorrências, que estão sendo cartografadas para inclusão na base oficial de risco do município. "O trabalho de campo teve como objetivo reavaliar áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações, especialmente diante da expansão urbana recente e da dinâmica fluvial do Rio Doce", informou.>
Marlon Hoelzel
Pesquisador em Geociências
Segundo o pesquisador Giovani Parisi, durante as vistorias foram percorridos bairros como São Vicente, Vila Lenira e Bela Vista. Nessas áreas, foram identificadas situações como alta densidade de construções em terrenos com declive acentuado, alagamentos recorrentes e avanço de ravinas sobre vias públicas e imóveis.>
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"De acordo com os dados mais recentes, os setores classificados como de alto e muito alto risco em Colatina concentram cerca de 34.500 moradores, abrigando mais de 8.600 construções. A atualização do mapeamento é considerada essencial para subsidiar ações de prevenção, como obras de contenção, remoção de moradores de áreas críticas e operação de sistemas de alerta", informou o Serviço Geológico do Brasil (SGB).>
“A atuação preventiva da Defesa Civil depende diretamente da qualidade das informações técnicas disponíveis. Esse mapeamento orienta o planejamento urbano, a alocação de recursos e a segurança da população”, disse Marlon Hoelzel.>
Ainda conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a entrega final do trabalho está prevista para o fim de junho." As informações consolidadas serão utilizadas pelos órgãos municipais, estaduais e federais na formulação de políticas públicas voltadas à redução de riscos e à proteção das comunidades vulneráveis", informou.>
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