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Apagão nas estradas

Justiça manda reativar radares de rodovias federais desligados pelo Dnit

Espírito Santo tem 59 equipamentos espalhados na BR, mas não há informações de quantos estão sem funcionar

Publicado em 19 de Agosto de 2025 às 17:14

Estadão Conteúdo

Publicado em 

19 ago 2025 às 17:14
A Justiça Federal em Brasília determinou que o governo reative os radares nas rodovias federais. Os aparelhos de fiscalização eletrônica deixaram de operar neste mês por falta de recursos. Quase quatro mil pontos em 45 mil quilômetros de vias estão sem monitoramento.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que precisa de R$ 364 milhões para manter os radares em funcionamento em 2025, mas o orçamento disponível é de R$ 43,3 milhões.
Nas rodovias federais que cortam o Espírito Santo, há 59 radares, mas o Dnit não informou quantos e quais estão sem operar. Confira a lista de equipamentos ao final da matéria.
Duas das principais rodovias do Estado têm radares para fiscalização de norte a sul
Alguns radares estão sem funcionar em rodovias federais Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil
A juíza Diana Wanderlei, da 5.ª Vara Federal em Brasília, afirma na decisão que o cenário hoje é de "apagão" e "caos na segurança" das rodovias federais.
A magistrada alerta que há "omissão qualificada" do governo federal "em grandes proporções" e que, se o problema não for solucionado com urgência, os responsáveis podem ser processados por improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Diana mandou a União apresentar, em até cinco dias, um plano orçamentário para o funcionamento dos radares. Também mandou intimar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, "para fins de acompanhamento e viabilização de possível solução consensual".
A decisão destaca que o corte no orçamento do DNIT coloca em risco a vida de um grande número de pessoas, que "passam a ficar expostas a altas velocidades de motoristas infratores contumazes", e prejudica investigações de crimes nas estradas, como roubo de cargas e sequestros.
"Ressalto o caráter drástico-social que o apagão de radares nas rodovias federais está a causar, tudo em detrimento da segurança da população, situação que exige medidas imediatas por parte do Poder Judiciário, pontuando que o Brasil é um país com dimensão continental, tendo o transporte rodoviário o de maior utilização pela população, e considerando que até os radares de alta e altíssima criticidades deixaram de funcionar nas suas plenitudes", argumentou a juíza.
A decisão foi tomada em uma ação popular movida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) em 2019, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a suspender o funcionamento dos radares.
Pressionado pela Justiça, Bolsonaro recuou e fechou um acordo para manter os aparelhos em funcionamento em pontos com altos índices de acidentes. O processo continua em tramitação para que a Justiça Federal posse fiscalizar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo.

O que diz o Dnit

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) esclarece que a suspensão do Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV) é temporária em decorrência de ajustes orçamentários. A autarquia informa que foram suspensos os contratos que contemplam os 26 estados e o Distrito Federal, totalizando o monitoramento de 3.887 faixas.

O Departamento reitera que o PNCV é importante para a redução de sinistros de trânsito provocados pelo excesso de velocidade, sendo atualmente um dos instrumentos da política nacional de segurança viária, voltado à preservação de vidas e à redução de riscos nos trechos da malha rodoviária sob a administração desta autarquia. Contudo, o PNCV não é a única ferramenta com esta finalidade e o Dnit já está adotando medidas alternativas de engenharia voltadas à segurança viária para minimizar os riscos ou atenuá-los.

Ademais, vale ressaltar ainda o Manual Brasileiro de Trânsito Volume VI, no qual destaca outros elementos cuja função é proporcionar maior segurança ao usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo, obras, serviços e eventos que possam comprometer a segurança viária. Tais medidas visam reduzir os riscos à segurança dos usuários das rodovias federais, mesmo diante da suspensão temporária da fiscalização eletrônica e até que os contratos sejam reativados. 

Desse modo, o Dnit reafirma seu compromisso com a segurança viária e com a preservação de vidas nas rodovias sob sua jurisdição. Mesmo diante das restrições, a autarquia segue atuando de forma técnica, transparente e articulada com outras esferas de governo, buscando garantir a continuidade das ações voltadas à redução da sinistralidade."

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