Repórter / [email protected]
Publicado em 13 de novembro de 2025 às 13:31
O próximo verão, que começa em 21 de dezembro, será de clima quente, mas também de tempo seco, chuvas intensas e ventos fortes em boa parte do Espírito Santo. Essa é a previsão da Defesa Civil Estadual, que, em parceria com a EDP, concessionária de energia de 70 dos 78 municípios capixabas, tem ações para minimizar impactos do clima durante a próxima estação. >
Entre as frentes de trabalho estão reforços nas equipes, uso de novas tecnologias operacionais e a troca constante de informações sobre municípios em risco, com boletins e alertas. O planejamento da parceria foi anunciado na manhã desta quinta-feira (13), no Centro de Atividades Técnicas da Defesa Civil, em Vitória.>
Mauro Bernasconi, meteorologista da Defesa Civil, explica que a ideia é que a atuação conjunta amplie a capacidade de resposta em períodos de instabilidade para garantir atendimento ágil à população em ações de socorro e de continuidade no fornecimento de energia.>
“O verão é uma estação característica por ser chuvosa e, no Estado, em novembro e em dezembro, temos previsões de volumes expressivos de precipitação (chuvas). Por isso, estamos em uma fase de preparação para gerar avisos e alertas para proteção dos capixabas”, diz Mauro.>
>
Segundo o meteorologista, as previsões atuais apontam para chuvas acima da média na segunda quinzena de novembro e na primeira quinzena de dezembro. Como novembro é um mês chuvoso e foi observada ausência de precipitações mais intensas nos primeiros quinze dias, a expectativa é que as próximas ocorram de forma irregular, principalmente na Região Serrana e no Caparaó do Estado.>
“Com isso, temos equipes trabalhando 24 horas, 7 dias da semana, para boletins e atualizações sobre a situação dessas regiões e de todo o Estado. É um trabalho constante para estarmos sempre um passo a frente das condições meteorológicas para a tomada de decisões”, afirma Mauro.>
Ainda segundo o profissional, 2026 deve começar com temperaturas mais altas em janeiro e em fevereiro. No primeiro mês, há expectativa de menos chuvas e temperaturas acima da média. Já no segundo, a previsão é de pouca chuva e de tempo mais seco que nos demais meses do verão, com temperaturas elevadas.>
Seja para chuvas intensas ou para períodos de clima seco, na preparação para a próxima estação, a Defesa Civil também realizou simulados em diferentes localidades para testar a capacidade de resposta das equipes e a distribuição das informações relacionadas à segurança da população. >
Segundo Josué Alves, tenente do Corpo de Bombeiros, o principal aprendizado foi a necessidade de integração entre os órgãos de socorro, poder público e instituições privadas, para que ninguém se isole em situações extremas.>
“Se não houver coordenação, há perda de tempo e de recursos. Então, com o que planejamos, há cooperação entre vários órgãos e aumento no efetivo de pessoas capacitadas para prestar assistência humanitária”, pondera.>
Além da troca de informações com a Defesa Civil, a EDP realizou mutirões de manutenção na rede elétrica. Foram 281 mutirões ao longo de 2025, com 1.113 frentes de serviço em preparação para o verão. >
Entre as iniciativas, a companhia tem estratégias pré-definidas para o restabelecimento da energia, equipes multidisciplinares e até o uso de inteligência artificial (IA) para roteirizar os trabalhos em campo. O planejamento operacional, segundo a empresa, conta com dados do Climatempo para verificar áreas mais suscetíveis aos riscos e para reforçar as equipes de segurança. >
“Isso é importante porque, quando acontece um evento climático, temos mais opções de fontes de energia e uma rede mais resiliente. Usamos como exemplo as chuvas de março de 2024 em Mimoso do Sul, quando o trabalho em conjunto com a Defesa Civil minimizou os impactos na população”, avalia Dyogenes Rosi, diretor-presidente da EDP.>
Ainda segundo Dyogenes, a parceria também resulta em atendimento a áreas prioritárias, como hospitais, postos de saúde, instituições de ensino, unidades de segurança pública e clientes que utilizam equipamentos médicos em casa. Para isso, destaca a EDP, são estabelecidos níveis diferentes de criticidade, que permitem uma mobilização conforme a necessidade. >
“O fortalecimento das parcerias com instituições públicas e órgãos de emergência é um dos pilares do Plano Verão. A EDP mantém colaboração permanente com a Defesa Civil Estadual e municipais, Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil e prefeituras, além de canais exclusivos de comunicação com o poder público”, informa a empresa.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta