Nota do editor
Laila já foi repórter e editora do site de A Gazeta. Sempre teve sensibilidade para contar histórias que emocionam.
Foi assim com o caso do menino Theo, com o caso Alice, ao falar da diarista queimada pelo ex-marido, e da jovem que ficou gravemente ferida após uma explosão com álcool em um camarote durante o carnaval de Vitória.
E depois de relatar tantos casos que marcaram o cotidiano dos capixabas, agora foi a vez de Laila abrir sua vida e contar a sua própria história. Tive a sorte de acompanhar o início desse processo. Trabalhávamos juntos e, um certo dia, ainda em 2020, Laila me confidenciou que ela e o marido, meu xará, tinham entrado na fila de adoção. Ficava ali a torcida para que tudo desse certo, mesmo com os percalços que a pandemia trazia naquele momento.
E no dia 28 de março deste ano, às 18h44, a notícia mais importante dela, em todos esses anos de jornalista, chegou para mim em forma de foto junto a um texto que dizia: "Ei, tio Rodrigo! Hoje eu cheguei pra alegrar a vida do papai e da mamãe."
Na praça do bairro, aguardando por um churrasquinho, com nossos filhos no colo, mostrei o celular para minha esposa e automaticamente choramos juntos com mais uma história emocionante de Laila.