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Publicado em 23 de março de 2021 às 18:24
- Atualizado há 5 anos
Na terceira onda de crescimento da pandemia do novo coronavírus, com o maior número de mortos e de pessoas em estado grave, as redes pública e privada de saúde estão sofrendo não apenas com lotação. Também faltam profissionais de saúde para atender todos os pacientes que chegam com Covid-19. A disponibilidade de oxigênio ainda não é um problema, porém já está em alerta. >
"Os hospitais são resistências, é a forma de acolher os últimos suspiros das pessoas. Queremos que as famílias sejam preservadas, por isso não se exponha ao risco. Já o risco de faltarem profissionais é real e concreto, já está faltando tanto para abrir os leitos na rede privada quanto na rede pública. Existe uma dificuldade que se incrementa a cada semana, pois os trabalhadores estão esgotados e adoecendo", pontuou Nésio Fernandes, secretário estadual da Saúde, durante pronunciamento on-line na tarde desta terça-feira (23). >
Além do desgaste de quem já está na luta diária de socorrer os pacientes, a abertura de novos leitos também tem se tornado inviável por falta de recursos humanos. >
"Hoje, o maior problema não é contratar médicos, mas sim técnicos de enfermagem e enfermeiros, pois, essa categoria extraordinária que é fundamental para a saúde pública do nosso país, tem um limite de oferta de profissionais para o mercado de trabalho. E trabalhar em UTI não é o mesmo que na área ambulatorial, pois demanda curso de qualificação e um perfil profissional. Os hospitais filantrópicos e privados tem ainda mais dificuldades de contratação, pois o Estado paga valores de mercado e acaba tirando profissionais da rede privada", observou Fernandes. >
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Nésio Fernandes também pontuou que a falta de oxigênio como ocorreu no estado do Amazonas, por enquanto, não acontecerá no Estado devido a um preparo anterior. Mas deixou um alerta acerca da demora entrega do gás nas unidades hospitalares. >
"No Espírito Santo não temos risco de falta de oxigênio por conta da produção da indústria e autonomia de reserva dos hospitais. O risco está na capacidade das quatro empresas que fornecem o gás em atender simultaneamente as redes públicas e privadas, municipais, estadual e federal caso todas tenham aumento de consumo e precisem de abastecimento", pontuou o secretário. >
No mês de dezembro, a Sesa passou a fazer um levantamento rotineiro e a redimensionar sua capacidade de gás medicinal. Foram realizadas reuniões com as empresas e contato com a Arcellor, que oferta gases para uma das fornecedoras, para que ofertem também aos outros três fornecedores de gás do Estado para reduzir o tempo de logística de atendimento.>
"O Espírito Santo se preparou para momentos críticos, mas é preciso que todos se cuidem", completou Nésio Fernandes.>
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