A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está se preparando para um aumento significativo no número de casos e de mortes por coronavírus nas próximas semanas. A informação foi dada pelo subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (22).
Segundo Reblin, assim como o Brasil vem registrando recordes de óbitos por Covid-19 nos últimos dias, o Espírito Santo também está acumulando um número significativo de mortes pela doença. E, para fazer frente a este crescente, o subsecretário afirmou que os serviços de saúde estão se estruturando para um possível aumento nos registros de óbitos nos últimos dias de maio e no mês de junho.
"Nós estamos nos preparando, notificando os serviços que cuidam do acompanhamento de pessoas, para que se preparem e se estruturem para a possibilidade de um aumento significativo nos óbitos ainda no mês de maio e também no mês de junho"
A velocidade com que os casos e as mortes vêm sendo registrados no Estado justifica a preocupação da secretaria. Em um período de 10 dias no mês de maio, os óbitos pela doença saltaram de 100 para 200. E, em um recorte menor, de apenas seis dias, o número subiu de 200 para mais de 300 mortes. Até esta quinta-feira (21), o Espírito Santo registrou 363 óbitos.
DISTANCIAMENTO SOCIAL
Para conter o avanço no número de casos, o subsecretário destacou mais uma vez a importância do isolamento social. Por ser uma doença que não possui vacina e se transmite por contato direto, Reblin enfatiza a necessidade das pessoas diminuírem a circulação e preservarem o distanciamento.
A participação da sociedade, permanecendo em isolamento quando necessário e mantendo o distanciamento, pode ajudar a diminuir. Essa tarefa é de todos nós. A redução da circulação de pessoas e o distanciamento, entre elas, é fundamental para que a gente não tenha tantas vidas perdidas como ao longo dos últimos dias, destacou.
TRANSMISSÃO PARA MAIS DE UMA PESSOA
O subsecretário destacou o fato de que, para a diminuição dos casos ter efeito, as pessoas doentes devem transmitir para menos de uma outra pessoa - lembrando que o ideal é ficar isolado e não transmitir para ninguém. No entanto, atualmente a transmissão de pessoas doentes está sendo feita para mais de uma pessoa no Estado. Por isso, Reblin reforçou a importância do isolamento.
Por que o distanciamento? Por que o isolamento? A doença só diminui quando a pessoa que estiver doente transmitir para menos de uma outra pessoa. Mas, neste momento, a transmissão de uma pessoa doente é para mais de uma pessoa. Isso impede a diminuição dos casos entre nós, por isso a necessidade do distanciamento, concluiu.