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Publicado em 11 de junho de 2025 às 10:58
O Espírito Santo já registrou nos primeiros seis meses deste ano 213 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza (gripe), com 48 mortes confirmadas. As informações foram levantadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e mostram que a ocupação por leitos devido à doença também tem aumentado.>
A Síndrome Respiratória Aguda Grave ocorre quando o paciente apresenta sintomas como febre, dor no corpo, tosse persistente e dificuldade para respirar, o que pode levar à internação. Essa condição pode ser causada por vírus respiratório, bactérias e fungos e podem ser mais comum nesta época do ano em que as temperaturas começam a ficar mais baixas.>
Segundo a Sesa, a maioria dos óbitos ocorre em idosos com 60 anos ou mais.>
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Os dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a síndrome tem sido mais registrada na Grande Vitória.>
As solicitações por leitos para internação de pacientes com casos gripais mais graves levaram a um aumento na demanda de leitos no Estado nos últimos meses. >
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, o Estado está passando pelo “pico de sazonalidade”, período no qual os vírus respiratórios têm a maior tendência de crescimento, seguindo as mudanças climáticas. >
“Já começamos a vivenciar o pico de sazonalidade de vírus respiratórios, e os dados vêm nos mostrando esse cenário. A Sesa orienta os municípios quanto ao alerta aos cuidados que precisam ser divulgados junto à população para evitarmos o aumento de casos graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas, principalmente, no incentivo à adesão à vacinação contra a gripe”, reforçou o subsecretário.>
Dados do painel Vacina e Confia, do governo do Estado, mostram que a cobertura vacinal contra influenza está abaixo da meta, principalmente nos grupos prioritários (crianças e idosos).>
Até a tarde de terça-feira (10), foram aplicadas no Estado 451.813 doses, uma cobertura vacinal de 42,28%, sendo que a meta é vacinar ao menos 90% do público alvo de mais de 1 milhão de pessoas, isto é, menos da metade do grupo prioritário. Entre as crianças, a cobertura vacinal é de 33,97%. Já entre os idosos, o índice está em 46,19%.>
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