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Publicado em 15 de setembro de 2025 às 09:06
O governo estadual passou a contar com uma nova ferramenta voltada ao monitoramento e ao controle de incêndios em áreas de vegetação em todo o Espírito Santo. Trata-se da plataforma VFogo, que agora possui estrutura técnica para detectar focos de calor durante 24 horas por dia, com atualizações a cada dez minutos. >
Além disso, o sistema permite confirmar ocorrências, avaliar a gravidade dos incêndios e cruzar informações de diferentes fontes para reforçar o acompanhamento. A operação conta com o suporte da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES) e do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES).
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O desenvolvimento da tecnologia é de responsabilidade do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que desde dezembro de 2024 já atua junto à Defesa Civil capixaba para ampliar a capacidade de monitoramento meteorológico. O processo de implantação começou em julho e o sistema já está ativo em funcionamento contínuo. >
Assim que um foco é identificado, a localização é repassada de imediato à equipe da Cepdec-ES, que transmite as informações ao Corpo de Bombeiros para a realização do combate. Desde o início do uso, o VFogo tem auxiliado a corporação na identificação e no controle ágil dos incêndios.>
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Além de acionar as equipes de resposta, a Cepdec-ES também compartilha os dados com órgãos de fiscalização, que podem adotar providências nos casos de queimadas irregulares. Dependendo da gravidade, a prática pode ser enquadrada como crime ambiental.>
“A Defesa Civil tem utilizado tecnologia para monitoramento, prevenção e gerenciamento de desastres, e o início da operação da Plataforma VFogo é mais um avanço viabilizado pelos investimentos do Governo do Estado. Com este recurso, cada foco poderá ser registrado, analisado e acompanhado, viabilizando uma resposta cada vez mais rápida e eficiente”, afirmou o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Benício Ferrari Júnior.>
A plataforma VFogo opera a partir de imagens de satélite, reunindo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Simepar e também da Nasa, e organizando esses dados em camadas com georreferenciamento. As atualizações podem ocorrer a cada dez minutos, o que garante um acompanhamento praticamente em tempo real. >
Esse monitoramento contínuo possibilita ainda a elaboração de índices de risco de incêndio, levando em conta variáveis como temperatura, umidade relativa, volume de chuva, além do uso e da cobertura do solo. O cruzamento das imagens de satélite com esses índices permite construir modelos de probabilidade que ajudam a confirmar a existência de um incêndio em determinado ponto ou medir a gravidade de um foco já identificado.>
Além disso, os dados coletados servirão para a produção de estatísticas, como a frequência de registros de calor em séries temporais - diárias, mensais ou anuais - voltadas a áreas específicas de interesse.>
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