Repórter de Cotidiano / [email protected]
Publicado em 14 de julho de 2021 às 02:00
A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) pretende retomar a obrigatoriedade da frequência dos alunos nas escolas públicas do Espírito Santo a partir do próximo mês, quando se inicia o segundo semestre letivo, promovendo um "novo normal" nas unidades de ensino durante a pandemia. Não se trata de voltar às atividades 100% presenciais, mas, ainda que seja aplicado revezamento de turmas, os estudantes não deverão mais ter a opção de prosseguir com os estudos exclusivamente de casa. >
Essa perspectiva está em discussão com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e com a União dos Dirigentes Municipais de Ensino (Undime), segundo contou o secretário estadual da Educação, Vitor de Angelo, em coletiva nesta terça-feira (13). >
"Quando tomamos a medida de desobrigar os responsáveis de encaminhar seus filhos para a escola e de optar por ficar no ensino remoto, o cenário era diferente do momento atual", pontuou.>
Vitor de Angelo observou que, em 2020, a Covid-19 era uma doença sobre a qual havia menos informações do que as autoridades sanitárias possuem atualmente e também não havia vacina disponível para a população. Hoje, no Espírito Santo, todos os trabalhadores da Educação, segundo o secretário, já foram alcançados com pelo menos a primeira dose.>
>
Além disso, acrescentou Vitor de Angelo, idosos e pessoas com comorbidades também já estão vacinados. Havia antes uma preocupação de que crianças eventualmente infectadas nas escolas levassem o Sars-Cov-2 (coronavírus) para familiares com esse perfil, considerados grupos de risco para a Covid-19.>
"O Espírito Santo tem se mostrado como um dos Estados que mais vacinam no Brasil. Há municípios aqui que anunciaram o início da vacinação de pessoas acima de 28 anos. Então, não me parece haver razão que explique continuar com esse direito de não ir à escola, mesmo que ela esteja aberta. Hoje o risco é infinitamente menor do que poderia ter representado, no momento em que abrimos no ano passado, ainda que com todo o cuidado e protocolos", argumentou o secretário, dizendo ainda que a expectativa é que uma decisão seja anunciada nos próximos dias. >
Mesmo que haja a obrigatoriedade de ir para a escola, Vitor de Angelo afirmou que, conforme os protocolos de biossegurança definidos ainda em 2020, não significa que as atividades serão totalmente presenciais. A depender do tamanho das turmas e espaço das salas, por exemplo, muitas unidades vão continuar com o revezamento em que parte dos alunos frequenta a escola em uma semana, parte na outra. Isso porque, para garantir o distanciamento, as carteiras têm de ser organizadas com afastamento de no mínimo 1,5 metro entre elas. >
Também serão mantidas outras medidas de prevenção ao contágio, tais como uso contínuo de máscaras, aferição de temperatura no acesso à escola e disponibilização de álcool em gel nos ambientes comuns. >
Após uma série de restrições provocadas pela pandemia, com suspensão de atividades presenciais em março durante a quarentena, e com retorno gradual conforme o mapa de risco, desde o último dia 21 de junho as aulas estão liberadas em todo o Espírito Santo, independentemente da classificação dos municípios.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta