Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Janeiro a novembro

Dengue no ES: casos crescem 10 vezes em 2023 na comparação com  2022

Com a epidemia da doença, o Espírito Santo chega a mais de 185 mil casos de dengue e 93 mortes pela doença neste ano, contra 17.922 casos e cinco óbitos no mesmo período de 2022

Publicado em 07 de Dezembro de 2023 às 09:58

Redação Integrada

Publicado em 

07 dez 2023 às 09:58
Epidemia de dengue no Espírito Santo
Recipientes descartados inadequadamente favorecem o acúmulo de água e proliferação do mosquito Aedes aegypti Crédito: Fernando Madeira
O Espírito Santo registrou neste ano dez vezes mais casos de dengue em relação ao ano passado. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Entre a primeira semana do ano e a última de novembro, no ano passado, o estado registrou 17.922 casos da doença. Neste ano, no mesmo período, já são 185.174.
Além disso, o número de mortes é 18 vezes maior se comparados os mesmos períodos. No ano passado, cinco pessoas morreram de dengue entre janeiro e novembro. Neste ano, já foram registradas 93 mortes por causa da doença.
Vale destacar que o monitoramento é feito semana a semana. No ano passado, a única semana que registrou mais de mil casos de dengue foi a última do ano, entre os dias 25 e 31 de dezembro de 2022.
Desde então, nenhuma semana de 2023 registrou menos de mil casos. Pelo contrário. Ainda em janeiro, o estado registrou mais de dois mil casos em apenas uma semana. Os números cresceram de forma progressiva, chegando a mais de dez mil na última semana de março. O último dado compreende a semana entre os dias 19 e 25 de novembro, quando foram registrados 1.277 casos.
No levantamento, os municípios que aparecem com incidência alta nas últimas quatro semanas são: Pedro Canário, Laranja da Terra, Ecoporanga, Apiacá, Linhares, Água Doce do Norte, Barra de São Francisco e Sooretama.

Combinação de calor e chuvas

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, aponta que o estado viveu em constante estado de epidemia da dengue neste ano.
"Vivemos uma franca epidemia durante todo o ano. Não deixamos de ter a epidemia de dengue. Entendemos, na avaliação, que este ano infelizmente tivemos os dois sorotipos, o 1 e o 2 circulando. O sorotipo 2 da dengue foi identificado em fevereiro, o que acelerou também o aumento dos casos, porque esse sorotipo acomete mais pessoas"
Orlei Cardoso - Subsecretário de Vigilância em Saúde
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz colocando ovos em lugares que têm água. Cada fêmea pode botar de 700 a 1.000 ovos por dia. Os ovos podem demorar mais de um ano para eclodir, esperando a estação das chuvas.
Depois de adulto, o mosquito vive entre 30 a 40 dias. Em cada dia de vida, o Aedes pode infectar até seis pessoas com a dengue. Além disso, as larvas do mosquito podem já nascer infectadas com o vírus da dengue.
O subsecretário aponta que fatores como o calor excessivo combinado com as chuvas frequentes podem ter piorado o cenário da dengue no estado. Manter os locais que possam acumular água limpos e, se possível, cobertos, ajuda no combate da doença. Segundo o subsecretário, 80% dos focos da dengue estão dentro das residências.
"Ainda nem estamos no verão e temos muito calor com chuvas, que contribuem para abastecer os criadouros. A combinação de temperatura alta e chuvas dá condições para o vetor (mosquito) se proliferar. O mosquito põe o ovo em um local seco e esse ovo pode demorar mais de um ano para eclodir, esperando a chuva. Valem os cuidados básicos: proteger garrafas, pneus; manter vasos de plantas e comedouros de animais limpos; cobrir ralos e caixas d'água"
Orlei Cardoso - Subsecretário de Vigilância em Saúde

Sorotipo 3

O sorotipo 3 da dengue ainda não foi identificado no Espírito Santo, porém já foi registrado em pelo menos quatro estados: Paraná, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Os sintomas da dengue não mudam entre o sorotipo 1 e 2, sendo em geral: febre acima de 38 graus, dor no corpo, dor ao movimentar os olhos, mal-estar e falta de apetite. Porém, segundo o subsecretário de saúde, no sorotipo 3, pode haver sangramento nas narinas e na urina.
"Por isso, assim que iniciarem os sintomas da dengue, a pessoa deve procurar o posto de saúde mais próximo. A dengue é uma doença grave, que evolui muito rápido. A dengue não tem tratamento específico. Se o tratamento for atrasado, o paciente pode precisar de internação. O importante é que, assim que o paciente identifique os primeiros sintomas, já comece a se hidratar de forma abundante: pelo menos meio copo de água a cada 15 minutos", ensinou o subsecretário.
*Com informações da repórter Any Cometti, para o g1 Espírito Santo

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente de moto na BR 262 em Irupi
Motociclista morre ao cair em valeta na BR 262, no Caparaó no ES
Convenção Nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) que oficializa a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição para a Presidência da República, em São Paulo (SP)
Lula se lança à reeleição e diz que não quer ser presidente do Bolsa Família
Imagem de destaque
Torta de manteiga escocesa: aprenda a fazer o doce do desenho "Pica-Pau"

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados