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Covid-19: Viana terá Dia D de vacinação com meia dose no domingo (16)

Imunização em massa acontecerá neste domingo (16) em vários pontos da cidade; vacinados com doses convencionais de Coronavac, Pfizer e AstraZeneca podem participar

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 13/01/2022 às 10h39
Voluntários são imunizados no Viana Vacinada deste domingo (13)
Projeto Viana Vacinada terá aplicação de meia dose de reforço neste domingo (16). Crédito: Carlos Alberto Silva

Viana terá um novo Dia D de vacinação com meia dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 neste domingo (16). Toda a população do município com idade entre 18 e 49 anos pode receber a meia dose de reforço, mesmo que não tenha feito parte das etapas inicias do Projeto Viana Vacinada. 

Prefeitura de Viana detalhou que aqueles que receberam as doses convencionais das vacinas da Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer também estão aptas a receberem a meia dose de reforço. O prefeito Wanderson Bueno explicou que a nova etapa de vacinação é uma chance de orientar estratégias de imunização em todo o mundo.

"Os moradores de Viana acreditaram no Estudo e agora estamos empenhados com o uso da meia dose como dose de reforço. Há uma relevância sanitária internacional com o que ocorreu em nossa cidade, e nos orgulhamos de poder ajudar”, afirmou.

O Dia D de vacinação acontecerá nos seguintes pontos de imunização: CEMEI Manoel Evêncio de Oliveira, em Nova Bethânia; CEMEI Maria de Lourdes Coutinho Passos, em Vila Bethânia; EMEF Marcílio de Noronha, em Marcílio de Noronha; EMEF Orestes Souto Novaes, em Jucu, e na EMEF Padre Antunes Siqueira, em Viana Sede.

A Prefeitura de Viana destacou que a continuação do monitoramento científico com o reforço vacinal teve autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os resultados do estudo apontam para prevenção de 70% de novos casos e nenhuma morte ou internação hospitalar com aplicação da meia dose.

A administração municipal divulgou também que 300 pessoas que receberam doses completar de Coronavac, Pfizer e AstraZeneca e que quiserem ser vacinadas com a meia dose serão acompanhadas e poderão fazer exames regularmente para acompanhar a intensidade e a duração da resposta à vacina.

Para este grupo, o pré-agendamento poderá ser feito no site vianavacinada.saude.es.gov.br. A outra opção é comparecer à Policlínica de Marcílio de Noronha, no domingo (16).

Valéria Valim, entre integrantes da Opas, durante ação do projeto Viana Vacinada
Valéria Valim, entre integrantes da Opas, durante ação do projeto Viana Vacinada. Crédito: Acervo pessoal

A coordenadora científica do estudo e gerente de Atenção à Saúde do Hucam-Ufes/Ebserh, a médica Valéria Valim, afirmou que, depois de comprovada a imunização com meia dose, o estudo será enviado à entidades de saúde nacionais e internacionais.

"Comprovada a efetividade da aplicação da meia dose, os resultados serão enviados ao Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde e à Fiocruz e poderão subsidiar as autoridades sanitárias do Brasil e do mundo para dobrarem a capacidade de imunização com a vacina da Fiocruz. Sabemos que, em muitas regiões mais pobres do mundo, o alcance da vacinação tem sido mais limitado. E nos locais com mais acesso ao produto, a oferta de doses de reforço com meia dose, também poderá ser aumentada”, disse.

RESULTADOS

A Prefeitura de Viana divulgou que a meia dose foi capaz de induzir a produção de anticorpos neutralizantes em 99,8% dos participantes, resultado semelhante ao alcançado no esquema com dose padrão.

Em pré-imunes, ou seja, pessoas que já tiveram a doença ou foram vacinadas anteriormente, uma meia dose foi suficiente para induzir altos títulos de anticorpos neutralizantes. “Isso mostra que a meia dose pode ser usada para reforço no esquema vacinal”, informou o pesquisador da Fiocruz, Olindo Assis Martins Filho.

No grupo dos que não tiveram Covid-19 e nem havia se vacinado antes, a meia dose foi capaz de induzir resposta mais robusta de biomarcadores de imunização (quimiocinas, citocinas e fatores de crescimento) que a prescrição na bula do produto da AstraZeneca. Nos pré-imunes, a produção desses marcadores foi semelhante nos dois grupos.

Outra conclusão foi a de que a duração dos eventos adversos foi menor na meia dose que na cheia. Em geral, foram leves e em proporção de pessoas semelhante à da prescrição de fábrica.

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