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Covid-19: mais de 40 mil grávidas começam a ser vacinadas em maio no ES

Além das gestantes,  puérperas (mulheres no período pós-parto) também serão imunizadas. Secretaria da Saúde espera iniciar a vacinação deste grupo entre os dia 6 e 7 do mês que vem

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/04/2021 às 02h03
Gravidez
Grávidas devem ser vacinadas no Estado a partir do dia 6 de maio. Crédito: Pixabay

Quase 48 mil grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) deverão ser vacinadas contra a Covid-19 no Espírito Santo a partir da próxima semana. Na segunda-feira (26), o Ministério da Saúde enviou uma nota técnica orientando que elas fossem inseridas no grupo prioritário para receber o imunizante. Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)  pretende iniciar a imunização deste grupo entre os dias 6 e 7 de maio.

Conforme recomenda a nota técnica nº467/2021, do Ministério da Saúde, as grávidas com doenças pré-existentes serão vacinadas na Fase I, junto com demais grupos. Já as gestantes e puérperas, independentemente de condições pré-existentes, serão atendidas na Fase II na Campanha Nacional de Vacinação.

"Neste momento, é altamente provável que o perfil de risco versus benefício na vacinação das gestantes seja favorável. Portanto, o Programa Nacional de Imunizações, diante das avaliações do risco vs benefício, da situação epidemiológica do País, do sobrerrisco aumentado para hospitalização dessa população [...] decidiu por recomendar a vacinação contra a Covid-19 de todas as gestantes e puérperas e incluí-las nos grupos prioritários para vacinação", diz a nota.

A estimativa do governo federal é de que existam cerca de três milhões de gestantes e puérperas anualmente no Brasil. O puerpério, conhecido como resguardo, é o período que vai desde o nascimento do bebê até entre 45 e 60 dias após o parto.

Segundo explicou Danielle Grillo, coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, o Espírito Santo conta com 41.194 gestantes e 6.772 puérperas, sendo 47.966 no total. Não foi informada a quantidade de mulheres - gestantes e puérperas - que apresentam comorbidade no Estado.

Danielle Grillo

Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis

"O Ministério da Saúde fez essa recomendação considerando que a gravidez ou estado de puerpério significa um fator de risco para complicações pela Covid-19. Nesse público, a doença pode levar à hospitalização, à morte, ao parto prematuro ou abortamento"

CONHEÇA AS FASES DE VACINAÇÃO

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ressaltou que atualmente estão sendo vacinados idosos com 60 a 64 anos. A imunização deve ser concluída até o fim da próxima semana, quando começam a receber a vacina as pessoas com comorbidades.

Se somado às gestantes, puérperas e demais pessoas com comorbidades, o público compreende 440.966 pessoas. Como estratégia de vacinação desses grupos, o governo federal desenvolveu os seguintes critérios e fases para priorizar a vacinação:

Fase 1 - Vacinar proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado:

  • Pessoas com Síndrome de Down, independentemente da idade;

  • Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise)independentemente da idade;

  • Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade;

  • Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos;

  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos.

Fase 2 - Vacinar proporcionalmente, segundo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos:

  • Pessoas com comorbidades;

  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC;

  • Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes.
Vacina de Oxford
A vacina de Oxford vai atender o público-alvo com comorbidade. Crédito: Carlos Alberto Silva

ENTENDA O QUE ESTÁ DEFINIDO

  1. 01

    ESCALONAMENTO DE IDADE

    As questões relacionadas ao escalonamento de idade da Fase II, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que vai discutir como essa medida será operacionalizada no Estado. A Sesa vai promover discussões na câmara técnica formada por representantes do governo do Estado e gestores da Saúde nos municípios capixabas. 

  2. 02

    INÍCIO DA VACINAÇÃO

    A coordenadora do Programa de Imunizações da Sesa, Danielle Grillo, estima que a vacinação do público com comorbidade seja iniciada entre os dias 6 e 7 de maio. "Tudo indica que, com a remessa da próxima semana, o Estado já inicie a vacinação das pessoas com comorbidades e desse público de gestantes e puérperas", adiantou.

  3. 03

    CORONAVAC X COVISHIELD

    A expectativa do governo do Estado é que as gestantes e puérperas sejam imunizadas com doses da AstraZeneca. As ampolas da Coronavac que forem enviadas pelo governo federal serão usadas para aplicação da segunda dose nos capixabas.

  4. 04

    ESTRATÉGIA

    Questionada sobre a estratégia para acessar as gestantes e mulheres no estado de puerpério, Danielle Grillo disse que esse público é mapeado pelos municípios. "Através das equipes de Atenção Primária, os municípios vão fazer o chamamento dessas gestantes para vacinação. As estratégias são variadas. Tem município que faz vacinação em domicílio, faz busca ativa por meio de agente comunitário de saúde, enquanto outros fazem agendamento on-line".

  5. 05

    COMPROVAÇÃO DE COMORBIDADE

    O governo do Estado pretende rever questões sobre as comorbidades que foram pontuadas na nota técnica do Ministério da Saúde, como a definição de escalonamento de idade como critério de vacinação. Para receber o imunizante, o cidadão terá de apresentar um comprovante de que está acometido com alguma comorbidade, seja prescrição ou laudo médico. Serão aceitos documentos com validade dos últimos três anos, ou seja, a partir de 2018.  Danielle Grillo explicou que uma cópia do que for apresentado ficará retida no serviço de vacinação. O objetivo é coibir fraude.

  6. 06

    VACINA COVID-19 X VACINA INFLUENZA

    Especialistas em saúde alertam que a vacina contra a Covid-19 não pode ser administrada simultaneamente com o imunizante contra a Influenza. É preciso aguardar um intervalo de 14 dias entre uma dose e outra de qualquer um desses compostos.

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