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Coronavírus no ES

Covid-19: casos de reinfecção são investigados em Cachoeiro e Vila Velha

Secretaria Estadual de Saúde prometeu uma nota técnica e um estudo desses casos nos próximos dias; moradora do Sul do Estado conta a própria experiência

Publicado em 07 de Agosto de 2020 às 22:28

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 ago 2020 às 22:28
Cláudia Márcia Lima Melhorato, 41 anos
Moradora de Cachoeiro de Itapemirim, Cláudia Márcia Lima Melhorato é uma das pessoas que está com suspeita de reinfecção pelo novo coronavírus no Estado Crédito: Reprodução/ Redes sociais
Possíveis casos de reinfecção pelo novo coronavírus estão sendo investigados em, pelo menos, duas cidades do Espírito SantoVila Velha, na Grande Vitória; e Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado. As suspeitas foram confirmadas pelas prefeituras, quando procuradas por A Gazeta, nesta sexta-feira (7).
Ambas as investigações estão sendo conduzidas junto à Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), que promete a publicação de uma nota técnica e de um estudo sobre o assunto “nos próximos dias”. A pasta lembrou que “relatos de reinfecção já estão previstos na literatura sobre a Covid-19”.
Covid-19 - casos de reinfecção são investigados em Cachoeiro e Vila Velha
Na entrevista do último dia 20 de julho, o subsecretário de vigilância em saúde Luiz Carlos Reblin já havia revelado o andamento de investigações, diante de casos de pessoas que testaram positivo duas vezes para a doença, por meio do teste PCR, em um intervalo de tempo superior a 30 dias.
"Estamos avaliando se isso ocorreu por alguma questão operacional, como data da coleta e outras variáveis que podem interferir no resultado do exame. Ou, ainda, se é algo residual da primeira infecção"
Luiz Carlos Reblin - Subsecretário de vigilância em saúde do Espírito Santo
Nesse tipo de coleta, é analisada a presença do novo coronavírus, em secreções da boca e do nariz do paciente, ainda durante os primeiros dias de sintomas. Durante o processo de cura, que costuma acontecer no período de 14 dias, o organismo produz anticorpos que combatem o agente viral e o paciente passa a testar negativo.
A partir deste momento, as pessoas que já contraíram a Covid-19 deveriam testar positivo apenas nos testes rápidos, feito por meio de um exame de sangue, que detecta os anticorpos do tipo IgG e IgM. A duração dessas moléculas no corpo humano, no entanto, também é desconhecida.

A SUSPEITA EM CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM

Supervisora de recursos humanos, Cláudia Márcia Melhorato, de 41 anos, alega que voltou a sentir sintomas causados pelo coronavírus, que realizou o PCR duas vezes e que testou positivo em ambas. A primeira delas aconteceu no dia 25 de junho; e a segunda, no último dia 29 de julho.
“Comecei a sentir uma indisposição, diarreia e dor de cabeça. Como trabalho em um hospital, o médico solicitou o exame e testei positivo. Fiquei em casa por 14 dias e voltei ao trabalho após ficar curada”, contou a supervisora. No mês passado, o namorado dela, que é médico intensivista, também testou positivo para a Covid-19.
"Acreditei que não ia pegar (de novo). Então, não tive cuidado em casa, não usei máscara. Sete dias depois, comecei a ter os mesmos sintomas, só que mais intensos, incluindo a falta de paladar, que não tive da primeira vez. Refiz o teste e deu positivo"
Cláudia Márcia Melhorato - Supervisora de recursos humanos
O resultado do segundo exame saiu no último domingo (02). “Essa doença é muito misteriosa ainda. Acreditei que não poderia ser reinfectada. As pessoas devem usar máscara e ter cuidado, mesmo após a cura. Ninguém sabe o que pode acontecer, pois cada um reage de um jeito à doença”, afirmou.

A SUSPEITA EM VILA VELHA

A Gazeta procurou a Prefeitura de Vila Velha sobre o caso suspeito de reinfecção na cidade. Sem responder à maioria dos questionamentos feitos, o município só informou que "há apenas uma suspeita e a vigilância epidemiológica municipal investigará o assunto junto ao Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES)".

MUNDO AINDA NÃO TEM REINFECÇÕES CONFIRMADAS

Infectologista, o médico Lauro Ferreira Pinto garante que, até o momento, não há nenhum caso documentado de reinfecção, em todo o mundo. “O que sabemos, até agora, é que os sintomas da doença podem ser mais duradouros do que imaginávamos e que algumas pessoas podem permanecer com exame positivo na orofaringe por 60 dias ou mais”, esclareceu.
O especialista também explicou que os casos têm de ser melhor estudados, assim como outras possíveis reinfecções. “A explicação mais provável é de que há uma persistência de excreção viral desde o primeiro episódio; e que os sintomas podem ser da Covid-19 ou de outro tipo de infecção por vírus, como o da gripe”, disse.

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