Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Estratégia de prevenção

Coronavírus: veja ponto a ponto como será a vacinação no ES

No plano estadual, há perspectiva de ampliar os locais de imunização, criando unidades de atendimento em escolas e igrejas

Publicado em 29 de Dezembro de 2020 às 21:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 dez 2020 às 21:25
Avanços na vacina da covid-19
As vacinas podem chegar aos municípios em até três dias, assim que as doses estiverem disponíveis no Estado para distribuição  Crédito: Miguel Noronha/Futura Press/Folhapress
Mesmo ainda sem uma vacina liberada no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já definiu o Plano Operacional da Estratégia de Vacinação contra a  Covid-19 no Espírito Santo, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite, e publicado em resolução. No planejamento, são estabelecidas ações para o período anterior à imunização, para a campanha de vacinação propriamente e também para depois que a população for imunizada. As vacinas podem chegar aos municípios em até três dias, assim que as doses estiverem disponíveis no Estado para distribuição.
Coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo explica que, ainda que a vacina não esteja disponível, é importante que o Estado se organize antecipadamente para que, no momento em que as doses forem liberadas, logo seja feita a distribuição e os municípios já estejam aptos para aplicá-las. 
"Conseguimos fazer a logística sem nenhum problema no Estado. Além de certa maneira ser facilitada devido à geografia - o Espírito Santo é pequeno - temos regionais de saúde, com redes de frio descentralizadas para fazer a distribuição a seus municípios. Depois que a vacina chega na rede de frio estadual, em dois, três dias já está nos municípios. Isso facilita a nossa estratégia, sem contar que temos expertise na logística porque trabalhamos com grande vacinação anual contra a influenza (gripe)", pontua Danielle. 

ETAPAS

Na chamada pré-campanha do plano estadual, estão previstas inúmeras medidas, como fomentar que os municípios organizem os serviços de saúde e as ações de vacinação através do agendamento remoto (via internet ou contato telefônico ) com o público prioritário em cada fase da campanha de vacinação que, a princípio, está dividida em três e vai contemplar mais de um milhão de pessoas. 
Danielle Grillo observa que o planejamento é preliminar e novos grupos podem ser incorporados, a depender da negociação do governo federal com as farmacêuticas para fornecimento das vacinas.
Nesta etapa também estão programadas a capacitação de equipes, estruturação da rede de frio (para armazenamento das doses em temperatura adequada) e distribuição das vacinas, entre outras estratégias.
A segunda fase é a campanha que, no primeiro momento, vai fazer o atendimento ao grupo prioritário por agendamento - on-line ou telefônico -, estendendo para a clientela institucionalizada (público-alvo a partir de 60 anos, em asilos ou instituições psiquiátricas).
Esta etapa prevê ainda que sejam reforçadas junto aos gestores e profissionais envolvidos na campanha as orientações quanto as salas de vacina - mantê-las abertas durante todo o horário de funcionamento da unidade e fechá-las por último, sempre que possível; oferta da vacina em horários alternativos; evitar barreiras de acesso caso o usuário esteja sem documentos de identificação ou comprovante de residência; realizar busca ativa de usuários dos grupos prioritários da campanha. 
Além disso, deverá ser foco nesse período o combate às fake news relacionadas à vacina, enfatizando seus benefícios e sua segurança. 

ALTERNATIVAS

A Sesa ainda abriu a possibilidade de os municípios adotarem outras estratégias:
  •  Abrir postos temporários (escolas, igrejas, centros comunitários) para evitar que os idosos circulem no centro de saúde;
  • Dividir as equipes em suas microáreas, composta de um técnico de enfermagem mais um agente comunitário e demais profissionais que puderem atuar para realizar a campanha nesses espaços;
  • Drive thru: vacinação porta a porta com carro;
  • Vacinação em espaços ao ar livre, como parques e academias da saúde; 
  • Vacinação domiciliar, pactuando previamente com a comunidade e definindo o percurso no território com prioridade para os idosos acamados e com critério de fragilidade; 
  • Vacinação descentralizada e itinerante no território, por microáreas, em pontos de apoio baseados em equipamentos sociais (supermercados, centro de idosos, igrejas, escolas), preferencialmente em locais abertos e arejados;
  • Organizar a campanha na unidade de saúde para: definir local específico para vacinação do idoso e demais públicos-alvo, organizar a espera e a fila obedecendo ao distanciamento, realizar agendamento de grupos de idosos e demais públicos, por bloco de horas e por microáreas; ampliar o número de profissionais responsáveis pela vacinação.
Na última fase, denominada pós-campanha, a Sesa destaca na resolução ser fundamental reforçar junto às regionais de saúde e aos municípios que realizem o registro dos dados no sistema de informação para manter a alta cobertura vacinal da população;  que façam a busca ativa de modo a identificar aqueles que não foram vacinados e encaminhá-los para imunização e, nos casos indicados, realizar a vacinação em casa; e monitorar eventos adversos para que possam ser avaliados pelas equipes de vigilância em saúde. 
A resolução aponta que, durante a campanha de vacinação, a vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) será ampliada devido ao incremento no número de pessoas vacinadas.
"Considera-se importante salientar que facilmente poderá ser atribuído à vacina qualquer sinal ou sintoma originado por outras causas, em indivíduos vacinados. Assim, torna-se premente o fortalecimento dos sistemas de vigilância epidemiológica e sanitária, em especial no manejo, identificação, notificação e investigação de EAPV por profissionais da saúde. É necessário capacitar as equipes para dar respostas rápidas e acertadas referentes aos EAPV e para o manejo de crise", ressalta o documento. 
Danielle Grillo acrescenta que a estratégia de monitoramento de efeitos adversos é uma prática comum para qualquer vacina. 
A resolução ainda relaciona a estrutura logística do Estado para a vacinação e as atribuições dos municípios além de ressaltar que a política de vacinação da população tem como missão "o controle, a erradicação e a eliminação de doenças imunopreveníveis." Agora, a expectativa é pela aprovação do imunizante pelo órgão regulador, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que as doses possam ser aplicadas. 
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Estudante de Direito, Matheus Stein Pinheiro,acusado de matar namorada no ES pode não ser punido por crime
Júri de acusado de matar namorada no Centro começa sem a presença do réu
Imagem de destaque
Gilmar diz que André Mendonça é boneco de campanha e pixuleco eleitoral
Imagem de destaque
Veja os sinais que podem indicar câncer de pele e quando procurar um dermatologista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados